domingo, 27 de dezembro de 2009

70 mil para aquisição de mudas. Por que não produzir?


Imagem ilustrativa, mas que poderia ter personagens locais, pois para quem prometeu cursos técnicos, seria uma boa oportunidade de aproveitar os nossos alunos do Col. Agrícola Antônio Sarlo, por exemplo no projeto de produção de mudas nativas. 70 mil é dinheiro de sobra para aquisição de equipamentos, que são simples e manutenção dos aprendizes

Qual a situação do Departamento de Produção de Mudas da Sec. Munic. de Agricultura que funcionava anexo ao Ceasa? E a estufa feita pelo Dr. Toufic Nasser no agrícola?
Com 70 mil, poucos funcionários produziriam milhares e milhares de mudas. A sec. de agric. tem técnicos para este tipo de produção.
Caso contrário uma parceria com a Fund. SOS Mata Atlântica seria um bom começo para ações a favor do MA.

Abaixo,edital publicado no D.O.


Aquisição de mudas de espécies arbóreas e arbustivas

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES

Sistema de Suprimentos

Licitação

Modalidade Pregão Presencial nº 130/2009



AVISO DE LICITAÇÃO

O Pregoeiro da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, com sede na Rua Coronel Ponciano de Azeredo Furtado, n° 47, Parque Santo Amaro, Campos dos Goytacazes, RJ, telefone nº 0XX-22-2733-6991, torna público e comunica aos interessados que fará realizar a licitação na Modalidade Pregão Presencial nº 130/2009, discriminada abaixo:

Objeto: aquisição de mudas de espécies arbóreas e arbustivas representativas de ecossistemas do bioma da Mata Atlântica existentes em nossa região para atender a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Data e horário para a entrega dos documentos e Proposta Comercial: 29 de dezembro de 2009 às 11h (onze horas).

Valor Estimado: R$ 75.734,00 (setenta e cinco mil, setecentos e trinta e quatro reais).

O Edital poderá ser adquirido no endereço acima, no horário de 9:00 às 12:30 horas e das 14:00 às 17:00 horas, de 2ª a 6ª feira, exceto feriados do Município de Campos dos Goytacazes, Estaduais e Nacionais, mediante requerimento em papel timbrado da empresa e a entrega de 01 (um) pacote de papel A4 com 500 folhas.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Campos já passa por falta de gasolina.

Pelo menos na área central da cidade, vários postos já lacraram as suas bombas de gasolina por falta do combustível. O posto Arara Azul, em frente ao Senai, posto Veneno (não surpreende, pois sempre passa por panis seca) e o Brasa já se encontram nessa situação.
Por outro lado, a petrobras diz que já normalizou problemas na Reduc.
Há um temor de só se reestabelecer a normalidade daqui a 5 dias.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Rick Wakeman - The Forest

Uma das mais lindas composições que acompanharam naqueles idos...

O ARCO E A FLECHA

Do arco que empurra a flecha, quero a força que a dispara.
Da flecha que penetra o alvo, quero a mira que o acerta.
Do alvo que é mirado, quero o que o faz desejado.
Do desejo, que busca o alvo, quero o amor por razão.
Só assim não terei armas.
E, assim, não farei guerras
E assim fará sentido o meu passar por esta Terra.

Sou o arco, sou a flecha.
Sou todo em metades.
Sou as partes que se mesclam nos propósitos e nas vontades.
Sou o arco por primeiro.
Sou a flecha por segundo.
Sou a flecha por primeiro, sou o arco por segundo.
Buscai o melhor de mim, e terás o melhor de mim.
Darei o melhor de mim onde precisar o mundo.

A imensurável capacidade de regeneração do planeta, ainda que leve séculos, resistirá aos maus tratos que os seres humanos lhe impõem.
O que está em jogo é a condição que teremos de sobreviver às mudanças que virão. O aquecimento, mesmo pelos mais céticos, é considerado inevitável; resta saber a capacidade que temos de nos manter vivos num planeta modificado pela nossa própria ação predatória.

Que em 2.010 o planeta possa contar com o melhor de cada um de nós no propósito de mantê-lo habitável para as atuais e futuras gerações!!!
FELIZ NATAL!!!
FELIZ ANO NOVO!!!

Marina Silva

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Depois da prestação outro CRIME!

Pouco depois da prefeitura pousar de realizadora, uma reunião OBRIGOU funcionários e cargos de CONFIANÇA da secretaria de educação a se reunirem na sede de uma instituição classista para tomar conhecimento que farão um curso de como conseguir votos e aglutinar mais.pessoas para a campanha do ano que vem.
...cada um terá que levar mais 20 V I N TE cabos eleitorais.

O comando ficou por conta de um jovem que, diferentemente de seu pai, tem um domínio de oratória de dar inveja. Não fossem as ameaças.

ISTO É CRIME!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Todos perderão os cargos e o "amor".
Toma conta justiça!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A mais bela declaração de amor às vésperas do natal


Muito singela a mensagem subliminar ao chefe.

O publicitário está de parabéns!

Só faltou aquela complementaçãozinha: E PRA VOCÊ.


domingo, 20 de dezembro de 2009

pablo neruda. um poeminha

Te Amo

Te amo de uma manera inexplicable
te amo de uma maneira inexplicável
De una forma inconfesable
de uma forma inconfessável
De un modo contradictorio
de um modo contraditório

Te amo
Con mis estados de ánimo que son muchos
Te amo , com meus estados de ânimo que são muitos
Y cambian de humor continuamente
e mudar de humor continuadamente
Por lo que ya sabes,
pelo que você já sabe
El tiempo
o tempo
La vida
a vida
La muerta
a morte

Te amo
Con el mundo que no entiendo
Te amo, com o mundo que não entendo
Con la gente que no compreende
com as pessoas que não compreendem
Com la ambivalencia de mi alma
com a ambivalência de minha alma
Con la incoherencia de mis actos
com a incoerência dos meus atos
Con la fatalidad del destino
com a fatalidade do destino
Con la conspiración del desejo
com a conspiração do desejo
Con la ambigüedad de los hechos
com a ambigüidade dos fatos
Aún cuando te digo que no te amo, te amo
ainda quando digo que não te amo, te amo
Hasta cuando te angaño, no te engaño
até quando te engano, não te engano
En el fondo, ilevo a cabo un plan
no fundo levo a cabo um plano
Para amarte mejor
para amar-te melhor.

Te amo.
Sin reflexionar, inconscientemente,
Te amo , sem refletir, inconscientemente
irresponsablemente, espontáneamente
irresponsavelmente, espontaneamente
involutariamente, por instinto
involuntariamente, por instinto
por impulso, irracionalmente
por impulso, irracionalmente
En afecto no tengo argumentos lógicos
de fato não tenho argumentos lógicos
ni siquiera improvisados
nem sequer improvisados
Para fundamentar este amor que siento por ti,
para fundamentar este amor que sinto por ti
que surgió misteriosamente de la nada,
que surgiu misteriosamente do nada
Que no ha resuelto mágicamente nada
que não resolveu magicamente nada
Y que milagrosamente, de a poco, con poco ya nada
e que milagrosamente, pouco a pouco, com pouco e nada,
Ha mejorado lo peor de mi
melhorou o pior de mim

Te amo.
Te amo con un cuerpo que no piensa
te amo com um corpo que não pensa
Con un corazón que no razona,
com um coração que não raciocina
Con una cabeza que no coordina
com uma cabeça que não coordena

Te amo
incomprensiblemente
te amo incompreensivelmente
Sin preguntarme por qué te amo
sem perguntar-me porque te amo
Sin importarme por qué te amo
sem importar-me porque te amo
Sin cuestionarme por qué te amo
sem questionar-me porque te amo

Te amo
sencillamente porque te amo
Te amo
simplesmente porque te amo
Yo mismo no se por qué te amo
eu mesmo não sei porque te amo








Capim Cubano - Uma garotada paraibana.

A diversidade brasileira é maravilhosa. Há pouco mais de um ano assisti a um dvd deste grupo na casa de um amigo.
Só ao final eles se revelam paraibanos, quando homenageiam seu estado.
A energia da música latina se realça com Capim Cubano.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Lula e Dilma em Compenhague.

Lula sempre foi muito bom na ocupação de espaços. Não é a toa que está em Copenhague lutando pelo planeta e até se destacando bem no quesito empilhar. Na sua delegação o membro mais importante é a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, que a chefia. Nunca mandou tanto em meio-ambiente como agora.
Até o ministro Carlos Minc está em segundo plano, afinal, perto da ministra, o que saca ele de MA?
Dilma tira toda casquinha de um encontro como a Cop, mas nega a participação do Brasil com US$ 1 bilhão para os países pobres, como forma de participação no fundo climático (embora o Lula não tenha dado ainda a palavra final, que lhe cabe).
Mas Copenhague não importa. O que importa é o material produzido pelos profissionais de comunicação que deverá ser usado fartamente na campanha do ano que vem.
Dilma é ambientalista deste Garotinha.

Neste momento (12:55) o ministro Minc fala à CBN. Ele fala que o grande nó da Cop 15 são os EUA. Defende o discurso do Lula e o aplaude. Diz que a meia hora surge uma "luzinha" para que Compenhague surta efeito, ou seja, a pressão do Grupo dos 32, formado ontem à noite.
Para ele a China evoluiu devido às pressões dos presidentes do Brasil e da França. Embora acredite que a China possa maquiar seus relatórios bi-anuais.
Ele acredita que o mais difícil é a ampliação de Kioto. A solução seria antecipar a Cop 16 para setembro/outubro.
Para ele o "que não pode acontecer são os países assistirem as geleiras derretento, as florestas sumindo, a disputa comercial e cada um olhando para o seu próprio umbigo."

Independente de tudo o Brasil está sendo fundamental para todos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Em Campos, paciente interrompe tratamento por falta de pneu


Um amigo nosso, Paulo César, policial militar aposentado, recentemente passou por alguns procedimentos médicos para devolver ao coração uma proximidade à normalidade.
Há pouco tempo descubriu que também contraíra um câncer na próstata. Pelos seus problemas cardíacos os médicos decidiram não operá-lo. Optaram por aplicações de radioterapia que têm que ser diariamente realizadas em Itaperuna.

Ontem, quarta-feira, ninguém pode ser tratado naquele município. É que a van, responsável pelo transporte, estava com os pneus mostrando a camada de aço. Depois de muito rodar, finalmente ela foi trocar os calçados, sem que nenhum outro veículo substituísse.

É a saúde num município que ainda briga por mais repasses!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Faltam poucos dias!!!!


Ventos fortes soprarão nestes dias finais de 2009.
Previsão de muita turbulência e naufrágios.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Boa. Dr. Orlando manda publicar, a gente faz...

PERITO... UMA VIDA DURA.

DEU NO JORNAL O GLOBO, NA COLUNA DO ANSELMO GÓES:

A 11ª. CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO ACEITOU RECURSO DE UMA MOÇA QUE QUERIA ANULAR SEU CASAMENTO, POIS A "FERAMENTA" DO MARIDÃO ERA UM TROÇO ABSURDO.

DISCUSSÃO VAI... DISCUSSÃO VEM..., UM DOS JUÍZES ACHA QUE ELA ESTAVA ERRADA, JÁ QUE AS MULHERES GOSTAM É DO EXEGERO, SEGUNDO O TAL MAGISTRADO... E COISA E TAL. E TAL E COISA....

CONCLUSÃO!

-SEM TROCADILHO... MAS A HISTÓRIA É UM POUCO MAIS COMPRIDA-

A SOLUÇÃO ESTÁ NUMA PERÍCIA PARA SE SABER O TAMANHO DO "MOLEQUE, DECIDE A jUSTIÇA.

O PERITO ATESTA, ENTÃO, QUE O "BICHO" TEM, EM SUAS MÃOS, 12 CM EM REPOUSO, OU SEJA, MOLE, E QUE REALMENTE ERA DESCONFORTÁVEL PARA AMULHER.

RESULTADO. A MOÇA GANHOU POR DOIS VOTOS A UM

JOCA,
SÓ NÃO SEI SE O VOTO VENCIDO FOI DE UM DESEMBARGADOR CONSERVADOR OU SE FOI DE UMA EXPERIENTE DESEMBARGADORA.

ABRAÇO!!!!
Orlando Sá

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Final Infeliz: MANIFESTO DE ENCERRAMENTO DO MOVIMENTO VIVA MONITOR

De modo grosseiro e injustificável, o diretor presidente do condomínio empresarial Diários Associados no Rio, Maurício Dinepi, não respondeu às insistentes tentativas de contato que empreendeu o Movimento Viva Monitor entre os dias 4 e 10 de dezembro, por meio de ligações telefônicas e e-mail, com o objetivo de obter uma prorrogação no exíguo prazo estabelecido pelo empresário para que os ex-funcionários e simpatizantes do jornal levantassem os R$ 250 mil fixados para a venda da marca “Monitor Campista”.

Se, por um lado, tal comportamento provoca estranhamento, em virtude de ter o mesmo Dinepi recebido, por duas vezes, uma comissão do Movimento Viva Monitor, por outro evidencia a truculência de quem fechou um jornal quase bicentenário sem demonstrar o mínimo respeito aos funcionários, assinantes e demais leitores, mediante publicação de uma nota lacônica no dia 15 de novembro, na última edição do veículo.

Este mesmo desrespeito manifesta ainda Maurício Dinepi ao se preparar, agora, para retirar da cidade todo o acervo do Monitor Campista, que encontra-se embalado para transporte na antiga sede do jornal, na rua João Pessoa. Mais este crime será cometido contra a memória histórica de Campos dos Goytacazes se a sociedade conservar a passividade que tem demonstrado em relação ao fim do jornal.

Em razão desta impossibilidade de avanços na negociação com os, infelizmente, proprietários da marca “Monitor Campista”, o Movimento Viva Monitor torna público o encerramento da campanha de arrecadação de recursos que realizou a partir de 28 de novembro, dia seguinte ao que fora estabelecido o valor de compra por Dinepi.

Foram apenas cinco dias úteis para que o Movimento buscasse levantar R$ 250 mil. Um prazo certamente fixado para que tal intento não fosse atingido. Mesmo assim a campanha não recuou, e foram feitas todas as tentativas que estiveram ao alcance dos poucos participantes do movimento. E, como ocorreu com o Trianon, todas as pessoas influentes da sociedade campista não poderão dizer que não sabiam o que estava ocorrendo e, ainda, que não tiveram a chance concreta de reverter a situação.

O Movimento Viva Monitor se orgulha, ao menos, de não ter deixado o Monitor Campista morrer sem que nenhuma voz de protesto se levantasse. Iniciado pela Associação de Imprensa Campista, foi ele quem catalisou toda a restante capacidade de indignação local contra mais esta perda.

Esta voz foi ouvida e registrada em todas as matérias jornalísticas que trataram do fim do Monitor Campista, em veículos locais e nacionais, e se credenciou como interlocutora nas tentativas de criar formas que permitissem o renascimento do jornal. Foram realizadas duas manifestações públicas, várias reuniões na AIC, lançado um abaixo-assinado online que ultrapassou mil adesões, um blog, duas reuniões com os Diários Associados, uma reunião com a Prefeitura de Campos, e diversos contatos com empresários e entidades como CDL, ACIC e Carjopa, além de sindicatos e clubes de serviço, no sentido de buscar a sensibilização para a causa e, na etapa final, a efetiva contribuição financeira para a aquisição da marca “Monitor Campista”.

Tudo isso não pareceu suficiente para vencer interesses até hoje não claramente identificados, com os quais parece estar mais afinado o senhor Maurício Dinepi.

E para que o Movimento Viva Monitor não seja confundido com nenhuma outra eventual forma de reabertura do jornal, que não passe pelo modo transparente como defende e com a manutenção da sua qualidade editorial, os seus integrantes, reunidos hoje, decidiram por encerrá-lo formalmente.

Todos os recursos doados para a Campanha Viva Monitor, que foram depositados na conta bancária da Associação de Imprensa Campista, serão rigorosamente devolvidos. Eles foram registrados, nomes e valores, no blog do movimento.

A todos os doadores e participantes, àqueles que não puderam estar presentes às reuniões mas mantiveram-se na torcida, aos inúmeros leitores do jornal que enviaram mensagens e comentários no blog da campanha, o Movimento Viva Monitor agradece de modo sincero e emocionado.

O assassinato do Monitor Campista entra, agora, para a galeria de crimes célebres de Campos. Ainda que ele venha a ressurgir, o fará de modo farsesco, como também ocorreu com o Teatro Trianon, uma vez que não há a menor segurança de que possíveis compradores do mundo político ou empresarial venham a manter o jornal com a mesma postura de independência e qualidade com a qual sua redação o mantinha até o dia 15 de novembro. Será, se ocorrer, como uma segunda morte do “velho órgão”, e com isso não compactuarão o Movimento Viva Monitor e a Associação de Imprensa Campista.

Campos dos Goytacazes, 10 de dezembro de 2009
Movimento Viva Monitor

Um campista da Coroa (MPB4) - Por quem Merece Amor

Pouca gente sabe. Este cara é campista, criado na estação climatológica da Coroa e é um bom Muylaert. Vale conhecer sua obra solo.

Neste fragmento do espetáculo, ele interpreta uma das belas entre tantas composições de um dos gênios do movimento Nova Trova Cubana, Silvio Rodriguez.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Começou a Conferência Mundial Sobre o Clima das Nações Unidas (COP 15)




Sua realização foi aguardada com expectativa e esperança por todos os que se preocupam com as mudanças climáticas e seus impactos no planeta.Para entender um pouco da história do que vai acontecer em Copenhague, vamos recuar até 1972, quando a ONU organizou em Estocolmo, na Suécia, a primeira conferência mundial para discutir questões ambientais. O encontrou reuniu 113 países e mais de 400 ONGs de todo o mundo. Ele é considerado o ponto-zero do debate ambiental mundial e resultou na criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).


Vinte anos depois, em 1992, a ONU convocou nova reunião internacional, desta vez no Rio de Janeiro. Conhecida como Rio Eco-92, a conferência teve como um de seus principais resultados o acordo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa que causam o aquecimento global - a Convenção sobre Mudança do Clima.


Assinada inicialmente por 154 países, a Convenção entrou em vigor em 1994 e, no ano seguinte, em Berlim (Alemanha), foi realizada a 1a. Conferência das Partes (COP 1), ou seja, a primeira reunião dos países participantes da Convenção. Foi nessa primeira COP que ficou decidida a criação, até 1997, de um protocolo com metas para a redução de emissões.


Nesse ano, a reunião da ONU aconteceu em Kyoto, no Japão, e lá surgiu então o Protocolo de Kyoto.E o que é o Protocolo de Kyoto? Trata-se de um compromisso estabelecido pelos países que assinaram a Convenção da ONU sobre Mudança do Clima de reduzirem, entre 2008 e 2012, suas emissões poluentes em pelo menos 5% em relação aos níveis verificados em 1990. O Brasil ratificou em 2002 o Protocolo de Kyoto, que entrou em vigor em 2005.

Estamos no segundo ano de vigência do Protocolo de Kyoto e o mundo agora discute o que fazer depois dele, a partir de 2012. O mapa do caminho foi traçado em 2007 na COP 13, realizada em Bali (Indonésia) e agora os países voltam a se reunir, desta vez em Copenhague, no final deste ano, para discutir o acordo global que vai suceder o Protocolo de Kyoto.


Na pauta de debate estão o estabelecimento de metas mais rígidas de redução das emissões de gases do efeito estufa, além das bases para um esforço global de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.Os desafios são enormes. Há um grande impasse hoje entre países desenvolvidos e em desenvolvimento sobre quais as metas possíveis e desejadas para a redução de emissões e o nível de comprometimento dos países com o clima global. A chegada de Barack Obama ao poder nos EUA, a crise econômica e os estudos científicos apontando a gravidade dos impactos do aquecimento global sobre a vida no planeta são fatores que deverão influenciar decisivamente a reunião COP 15 em Copenhague.

(http://muralnanet.blogspot.com/2009/11/rumo-copenhagen-2009.html)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Campos não tem política de arborização nestes tempos de aquecimento e pode sim ser mais fresca!

Há pouco menos de um ano, duas casas foram demolidas na rua Álvaro Tâmega, pouco antes da Formosa, para ceder espaço a dois novos empreendimentos imobiliários. Prédios mesmo! Um com 12 e outro com 9 andares. Sem falar nos andares destinados às garagens e lazer.
Da janela assisti à brutal escavadeira destruir não apenas as duas casas, mas arrancar árvores depois de esmurrá-las de um lado para o outro. Me tocou mais um belo cajueiro que florava para em seguida se vergar pelo peso dos frutos.
Não sei qual a contrapartida para estas ações, até porque a Prefeitura anunciou, através da Secretaria de Meio Ambiente, que retiraria tocos de árvores e árvores doentes e plantaria novos exemplares. O que não consegui registrar. Muito pelo contrário, na calçada de uma casa localizada na rotatória da mesma Álvaro Tâmega, em frente a um ponto comercial atualmente fechado, os tocos foram retirados e o proprietários (salvo engano, Benedito Marques, provedor da Santa Casa) fizeram uma calçada nova sem deixar os espaços destinados às novas mudas.
Falando ainda deste raio que não passa de 100 metros, há cerca de cinco meses a Pracinha do Sossego perdeu uma centenária árvore que adoeceu, foi retirada, mas nenhuma outra foi plantada em seu lugar.
Ora, ora...é lógico que os prédios que brotam feito tiririca em Campos, prioritariamente na zona da Pelinca, impedem a circulação livre dos ventos. As ruas ficam mais abafadas, principalmente pela carência das sombras das árvores. Exatamente a prática de se tirar mais que plantar, ou melhor, sem plantar.
Este calor infernal que ocorre em Campos pode ser, sim, minorado. Além da adoção de uma política séria de arborização urbana, poderíamos ter vários bosques no entorno da cidade, abrigando MILHARES de árvores. Uma iniciativa como esta poderia contar com a parceria, por exemplo, da SOS Mata Atlântica, entre tantas outras.
Vale lembrar que há cerca de 15 anos ajudamos a criar a Corrente Verde, um movimento com meia dúzia de amigos que saiam aos finais de tarde plantando e protegendo mudas pela cidade. Foram mais de 15.000 em cerca de dez anos de ação. Aquela pracinha na rua Formosa com Felipe Uébe era antes barro só. Plantamos ali até palmeira imperial e pau-brasil. Hoje, ficar naquele local é mais agradável do que em sala com ar condicionado!
Mas creiam: não tínhamos mais como produzir mudas (o que era feito através de coleta de sementes cultivadas num espaço cedido pelo Zezé Demaco). Recorremos à Secretaria Municipal de Agricultura, mas tivemos negadas as mudas. No juízo medíocre daquele secretário, estávamos disputando com o poder público e, assim, fazendo o que ele deveria fazer. Nunca fez. Outra Secretaria gastou os tubos com protetores ineficientes para proteger arbustos que deveriam estar em jardins, porém foram considerados árvores. Disse ineficientes porque existe uma especificação para se fazer protetores. Estes devem oferecer condições similares às matas, além, é claro, de proteger de animais e vândalos.
Envolver a comunidade para estas ações é fundamental.
Em tempo: plantem flores em nossos jardins (que jardins, cara pálida?!?!?)

sábado, 28 de novembro de 2009

Sai de fundação para "reforçar" a campanha do chefe


Fonte segura garante: simpático presidente de uma fundação em Campos se afastará do cargo para reforçar campanha do chefe que sonha em voltar ao Guanabara.


A mesma, porém, diz que foi a maneira menos traumatizante de se dar um cartão vermelho ao falante senhor, e que, na verdade, vão lhe dar dois municípios bem longe daqui, para que possa ficar bem longe. É que a eterna coordenação de campanha (a mesma que bolou o sumiço do chefe da campanha ao executivo) acredita que o cabo-eleitoral longe pode até convencer quem não o conhece...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima demite sumariamente


Via responsável pelo controle de ponto da Fundação Cultural, cerca de 15 funcionários foram surpreendidos ontem com a seguinte frase:
"Amanhã não precisa voltar mais, o seu contrato terminou..."
Dentre os diversos funcionários, estão alguns que há mais de dez anos estão emprestando seus conhecimentos aquele órgão. Os dirigentes maiores não se dignaram apresentar os motivos da degola.
Aos poucos, a "limpa" é feita para se adequar o que não pode ser feito antes por causa do TAC dos terceirizados.
Afinal, 2010 é o ano para muitos!!!

domingo, 22 de novembro de 2009

América na primeira com Romário


Parabéns, americanos!



Conforme divulgado pelos veículos de comunicação presentes ao jogo entre Nova Iguaçu e America na tarde do último sábado, Romário, manager do futebol do America, interromperá sua aposentadoria dos gramados na próxima quarta-feira. Ele irá atuar contra o Artsul, no jogo em que o America pode conquistar o título da Série B do Estadual do Rio.

Ainda não se sabe quantos minutos Romário jogará, mas o fato por si só já cria grande expectativa na torcida americana, que certamente promoverá o recorde de público da Série B do Estadual.

* Na imagem, Romário fala com jornalistas após a confirmação do retorno do Mecão à Série A (foto de Fernanda Veloso)

site oficial

sábado, 21 de novembro de 2009

Charles Chaplin - O ultimo discurso de O grande ditador

Texto do Discurso

Desculpe!
Não é esse o meu ofício.
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja.
Gostaria de ajudar - se possível -
judeus, o gentio ... negros ... brancos.


Todos nós desejamos ajudar uns aos outros.
Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a felicidade do próximo -
não para o seu infortúnio.
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros?
Neste mundo há espaço para todos.
A terra, que é boa e rica,
pode prover todas as nossas necessidades.


O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma do homem ...
levantou no mundo as muralhas do ódio ...
e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas duas virtudes,
a vida será de violência e tudo será perdido.


A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano.
Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo.
E assim, enquanto morrem os homens,
a liberdade nunca perecerá.


Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.


Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós!
Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas.
O poder de criar felicidade!
Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ...
de fazê-la uma aventura maravilhosa.
Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ...
um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho,
que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.


É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós.
Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.


Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos, Hannah!

Ergue os olhos!

Egberto Gismonti - Água e Vinho

SILÊNCIO!!!!!!!!!!!!

Água e Vinho
Egberto Gismonti
Composição: Egberto Gismonti
Todos os dias passeava secamente na soleira do
quintal
À hora morta, pedra morta, agonia e as laranjas do
quintal
A vida ia entre o muro e as paredes de silêncio
E os cães que vigiavam o seu sono não dormiam
Viam sombras no ar, viam sombras no jardim
A lua morta, noite morta, ventania e um rosário sobre
o chão
E um incêndio amarelo e provisório consumia o coração
E começou a procurar pelas fogueiras lentamente
E o seu coração já não temia as chamas do inferno
E das trevas sem fim. Haveria de chegar o amor.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Canellas proferiu palestra com sol na nuca.


Coitado do Marcelo Canellas! A maioria do tempo em que falava para um centro de convenções lotado, o sol lhe ardia a cabeça.
Sugiro aos dirigentes da UENF que providenciem algum tratamento às paredes laterais de vidro. Uma fica voltada para o poente e os raios do sol incomodam profundamente não apenas aos palestrantes, assim como prejudicam projeções. Isto sem falar que o movimento externo atrapalha a concentração de muitos.

O mestre da arquitetura não deixaria um vacilo destes. Sem dúvida esqueceram das cortinas ou das persianas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Daqui a pouco,às 16h, Canellas falará sobre Jornalismo Científico na UENF.

Aberta ao público, a palestra é uma prévia do 1.º Simpósio Nacional de Jornalismo Científico, que ocorrerá na próxima semana (quarta e quinta, 25 e 26/11), no Centro de Convenções.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Acontece amanhã, às quatro da tarde, a palestra "O papel do jornalista na comunicação da ciência", com Marcelo Canellas


Um dos repórteres mais premiados da TV brasileira, o jornalista Marcelo Canellas, da Rede Globo, estará no Centro de Convenções da Uenf na próxima quinta-feira, 19/11, às 16h, para proferir a palestra "O papel do jornalista na comunicação da ciência". Aberta à comunidade, a palestra abre os trabalhos do I Simpósio Nacional de Jornalismo Científico, que será realizado nos dias 25 e 26/11 (quarta e quinta-feira), no Centro de Convenções da Uenf. As inscrições para o evento podem ser feitas até 23/11 na página do Simpósio.

Por seu trabalho, Marcelo Canellas já recebeu mais de 30 prêmios. Em 2001, a série de reportagens intitulada Fome - exibida no Jornal Nacional -, tornou-se uma das mais premiadas do telejornalismo brasileiro, recebendo o Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, o Barbosa Lima Sobrinho, o Imprensa Embratel, o Vladimir Herzog na categoria documentário e a Medalha ao Mérito da ONU.

Por duas vezes, o repórter recebeu o Prêmio Nuevo Periodismo, oferecido pela Fundacion Nuevo Periodismo Ibero-Americano (FNPI), em parceria com a empresa mexicana Cemex. A primeira foi em 2005, com a reportagem Cerrado, exibida no Jornal Nacional. Três anos depois, foi agraciado com o mesmo prêmio pela série de reportagens Terra do Meio - Brasil Invisível, apresentada no Bom Dia, Brasil.

O I Simpósio Nacional de Jornalismo Científico será aberto oficialmente às 14h do dia 25/11, quarta-feira, no Centro de Convenções da Uenf. A palestra de abertura, marcada para as 15h, será com o editor da revista Scientific American Brasil, Ulisses Capozzoli: "Percepção pública da ciência: responsabilidades da mídia e do jornalista". Jornalista especializado em divulgação científica, Capozzoli tem mestrado e doutorado em Ciência pela USP.

Dirigido principalmente a jornalistas, cientistas, estudantes de jornalismo, mestrandos e pós-graduandos, o Simpósio tem como tema geral "Mídia e ciência no mundo contemporâneo" e conta com o apoio da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e da ABJC (Associação Brasileira de Jornalismo Científico).

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Marcelo Canellas em Campos quinta-feira


Um dos repórteres mais premiados da TV brasileira, o jornalista Marcelo Canellas, da Rede Globo, estará no Centro de Convenções da Uenf na próxima quinta-feira, 19/11, às 16h, para proferir a palestra "O papel do jornalista na comunicação da ciência". Aberta à comunidade, a palestra abre os trabalhos do I Simpósio Nacional de Jornalismo Científico, que será realizado nos dias 25 e 26/11 (quarta e quinta-feira), no Centro de Convenções da Uenf. As inscrições para o evento podem ser feitas até 23/11 na página do Simpósio.

Por seu trabalho, Marcelo Canellas já recebeu mais de 30 prêmios. Em 2001, a série de reportagens intitulada Fome - exibida no Jornal Nacional -, tornou-se uma das mais premiadas do telejornalismo brasileiro, recebendo o Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, o Barbosa Lima Sobrinho, o Imprensa Embratel, o Vladimir Herzog na categoria documentário e a Medalha ao Mérito da ONU.

Por duas vezes, o repórter recebeu o Prêmio Nuevo Periodismo, oferecido pela Fundacion Nuevo Periodismo Ibero-Americano (FNPI), em parceria com a empresa mexicana Cemex. A primeira foi em 2005, com a reportagem Cerrado, exibida no Jornal Nacional. Três anos depois, foi agraciado com o mesmo prêmio pela série de reportagens Terra do Meio - Brasil Invisível, apresentada no Bom Dia, Brasil.

O I Simpósio Nacional de Jornalismo Científico será aberto oficialmente às 14h do dia 25/11, quarta-feira, no Centro de Convenções da Uenf. A palestra de abertura, marcada para as 15h, será com o editor da revista Scientific American Brasil, Ulisses Capozzoli: "Percepção pública da ciência: responsabilidades da mídia e do jornalista". Jornalista especializado em divulgação científica, Capozzoli tem mestrado e doutorado em Ciência pela USP.

Dirigido principalmente a jornalistas, cientistas, estudantes de jornalismo, mestrandos e pós-graduandos, o Simpósio tem como tema geral "Mídia e ciência no mundo contemporâneo" e conta com o apoio da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e da ABJC (Associação Brasileira de Jornalismo Científico).

A programação completa e outras informações podem ser acessadas aqui.

MONITOR, URGENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E-mail enviado pelo Professor Vitor Menezes.
Creio que pelo mínimo espaço de tempo, a rede se transformaria num importante instrumento de convocação se os blogueiros interessados postarem esta msg.
.....................................................................................................

Não temos muito tempo. Ninguém confirma no jornal, mas parece mesmo que o último dia de trabalho no Monitor Campista é nesta sexta, 13, para fechar as edições até domingo. Creio que temos que fazer algo.

O que me ocorre é estarmos todos de preto, às 10h, nessa sexta, em frente ao jornal (rua João Pessoa, 202, próximo ao Mercado Municipal), com os cartazes voluntários que cada um quiser levar.

E então, vamos?

O Monitor pode até morrer, mas não será com o silêncio dos campistas!

Abs
Vitor

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Mais vale o silenciar profundo do que o cascatear de palavras insonoras. (Cadinho Muylaert)




foto/trabalho: nihiland.wordpress.com/2008/09/

Bolsa Celular: governo quer dar 11 milhões de aparelhos.


ISSO poooooooooode?????????????????????????

Quem participa do Bolsa Família receberia benefício, que inclui R$ 7 de crédito por mês

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, propôs ao presidente Lula a criação de um programa chamado Bolsa Celular, que distribuiria gratuitamente, a cada família já beneficiada com o Bolsa Família, um aparelho celular pré-pago com bônus mensal de R$ 7. Pelas contas do ministro, seriam 11 milhões de aparelhos.

O ministro disse que o presidente Lula gostou da ideia, assim como as empresas de telefonia - elas bancariam o programa, mas receberiam incentivo para fazê-lo. "A Tim topou na hora", disse.

Em troca do custo calculado em R$ 2 bilhões num período de dois anos, o governo abriria mão de recolher os valores do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) sobre esses celulares. Hoje, as telefônicas recolhem para o Fistel, anualmente, R$ 13,42 por celular em funcionamento e mais R$ 26,83 ao habilitar cada celular novo.

Costa diz que as empresas lucram com o programa porque, além de ganhar clientes, espera-se que eles gastem mais do que os R$ 7 mensais.

O ministro anunciou a proposta depois de se encontrar com presidentes das maiores empresas de telefonia, em reunião marcada para discutir um plano de expansão da banda larga no país. O programa não tem prazo de implementação e pode, segundo Costa, incluir um segundo celular por família.

Tempo esquenta no Palácio da Cultura



Na semana passada, os internos da Santa Casa tiveram que tomar mais chazinho de camomila do que o normal. É que uma discussão no palácio da cultura ecoou pela região.
Contam que um diretor da educação “precisou” ceder seu espaço para uma máquina copiadora e lhe foi improvisado um “combinho” no corredor.
Injuriado com a decisão da sua chefa, ele foi procurar apoio junto a quem julgava dono do palácio, na esperança de reverter à situação. Caminharam para a educação e, para surpresa do desalojado o que ouviu aos berros foi uma grande reprimenda do “ex-amigo”.
- Se foi ela quem determinou, você tem que acatar, onde está a hierarquia?
Você está querendo me colocar contra o governo, me arrumar problemas? De agora em diante não somos mais amigos!
(isto minimizando, porque quase chegaram às vias...)
O outro, não poupou gritos e prometeu revanche...

Este é o clima que paira no “palácio” que abriga Cultura e Educação!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Madonna entre o empresário e os políticos Pops.


Até agora, pouco se sabe da visita de Madonna ao Rio de Janeiro. Produção de um curta, criação de uma Ong, curtir a cidade Maravilhosa...
Apenas uma coisa é certa:
Na quinta-feira ela jantará na casa do empresário Eike Batista. Também estarão o governador Sérgio Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Entre alguns prefeitos da região, há a esperança de a mega-estrela ser convidada para a inauguração do Porto do Açu, ou, quem sabe, uma canja nos eventos de verão...
Dá-lhe Açu!!!!!!!!

Cemitério-tour em Campos.



"É muito interessante! Ali encontramos muito da história da nossa cidade, de pessoas que nos deixaram um legado histórico, cultural e afetivo , e, também as obras de arte existentes."

Os interessados deverão entrar em contato com o Museu Olavo Cardoso tel. 2726-3021 para maoires informações.

Foi...

domingo, 8 de novembro de 2009

A D. Amélia Vianna

Na nossa idade as despedidas, infelizmente, vão se tornando cada vez mais constantes. A partida de D. Amélia me remete aos meus tempos de bem menino ainda. Quando de avental, tinha no Jardim de Infância Paulo Barroso a quase menina Magdala como professora e colega de trabalho de minha mãe, o que estreitava o convívio. Ao Evaristo Penha que reservava pela D. Amélia um carinho e apreço especiais - inclusive, a D.Amélia, foi quem em muito me auxiliou na luta para dar ao velho idealista um pouco de dignidade em seus últimos meses de vida, o que me transformou em seu eterno devedor.
A professora Sandra, sempre tão gentil e solícita na maestria de ensinar. O Fernandinho sempre com um sorriso apaziguador. A Laura vi pouco, salvo engano, na sec. est. de meio a. E o Arnaldo.
A todos os filhos, netos, parentes e amigos, nossos sentimentos,
joca muylaert fúlvia d'alessandri

sábado, 7 de novembro de 2009

...e por falar em ponte.

A estrutura metálica da ponte Gal. Dutra está oxidada. A pintura já se faz pouca.
Em Campos, a desvalorização dos poucos pontos interessantes que temos demonstra a falta de sensibilidade dos governantes. Nada difícil, nem tão caro assim, pintá-la de branco e lhe guarnecer com uma bela iluminação artística.
Intervenções simples que amenizam a crescente poluição visual.
Ontem, nas poucas horas em que permaneci na minúscula Trajano de Moraes, pude contemplar
lírios entre tantas outras belas flores num singelo jardim. Raridade em nossa cidade!

(a foto é "emprestada" pelo Monitor Campista)

Desabafo de Amiga sobre a utilização da ponte do estado

CONSTATANDO...
Reaproveitamento de espaços
Tudo ACONTECE embaixo de viadutos! Desgraça social continua! Até Fast Food embaixo da ponte. SOS vigilância sanitária! Defesa Civil?! Parte alta! 0% gordura, 0% monôxido de carbono, 0% bactérias, estética 0, Entulhação nota 10 ...

Taí, postado!!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Uma carta não só aos Verdes, mas à Nação.





Prezados Colegas Verdes,

Ao cumprimentá-los cordialmente, faço menção à árdua batalha que foram os processos para a aprovação, em Plenário, de duas importantes conquistas, não só para o nosso Partido, mas principalmente para o nosso País. Trata-se da criação da Política Nacional para a Mudança do Clima, derivado do Projeto de Lei nº 18, de 2007, de autoria do Deputado Sarney Filho (PV-MA), e da criação do Fundo Nacional sobre a Mudança do Clima, por meio do Projeto de Lei nº 2.223, de 2007.

Neste momento, em que é imperioso ajustar as propostas que o nosso País levará para as discussões no âmbito da COP 15, tanto quantitativa como qualitativamente, em especial aumentar as atuais tímidas metas para a redução do desmatamento não só na Amazônia como também nos demais biomas brasileiros, tais aprovações se materializam como verdadeiras conquistas, principalmente em função do ambiente totalmente desfavorável às questões ambientais que, infelizmente, vivenciamos hoje no Congresso Nacional.

Essas vitórias, fruto da mobilização de toda a bancada do Partido Verde e do apoio incondicional da sociedade civil organizada, nos traz o conforto e a energia necessários para seguirmos em frente, direcionando agora as nossas forças para a reversão do caótico quadro de desconfiguração da legislação ambiental brasileira, sobretudo no que diz respeito ao Código Florestal.
Saudações Verdes!

Atenciosamente,
Deputado EDSON DUARTE
Líder do PV
Ilustração: Formação da Via Láctea, segundo a Mitologia
Uma galáxia é um conjunto de variados objetos celetes e estrelas que, muitas vezes, atinge as centenas de milhares de milhões, com é o caso da nossa. Quando a ela nos referimos, convencionou-se escrever com g maiúsculo - Galáxia.
Se olhamos para um céu noturno, sem nuvens, fora da poluição luminosa das cidades, podemos ver cerca de 2 000 estrelas. Mas, numa cidade, os nossos olhos não conseguem vislumbrar além de umas duzentas.
Também poderemos ver parte da Galáxia, se a noite for escura e límpida. Ela aparece-nos como uma mancha comprida, esbranquiçada leitosa, donde, aliás, lhe vem o nome. Deriva do grego galaktikos, que significa branco leitoso. Segundo a mitologia, a galáxia teve origem em Hera, mãe de Hércules. Esta personagem, um dia, quando era ainda bebé, apertou com tanta força as mamas da mãe, que uma grande quantidade do seu leite se derramou pelo céu, originado a mancha que podemos ver, desde a Terra!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Prorrogadas as inscrições para o 1.º Simpósio Nacional de Jornalismo Científico


I Simpósio Nacional de Jornalismo Científico
Comunicação de temas científicos para a sociedade em geral entra em pauta na Uenf


Foram prorrogadas até 23/11/09 as inscrições para o 1.º Simpósio Nacional de Jornalismo Científico, que se realizará em 25 e 26/11/09, no Centro de Convenções da Uenf. Numa prévia do evento, o jornalista Marcelo Canellas, repórter especial da Rede Globo, ministra palestra durante o Pré-Simpósio, em 19/11, às 16h, no mesmo local. Cerca de 270 participantes se inscreveram no Simpósio durante o prazo inicialmente estabelecido.


Consulte a página do Simpósio e faça sua inscrição (www.uenf.br/simposio)
O Simpósio vai reunir alguns dos mais importantes pesquisadores e profissionais da área de jornalismo científico do país, como o editor da revista Scientific American Brasil, Ulisses Capozzoli. Jornalista especializado em divulgação científica, mestre e doutor em Ciência pela USP, ele vai ministrar, no dia 25/11, às 15h, a palestra de abertura do Simpósio, intitulada 'Percepção pública da ciência: responsabilidades da mídia e do jornalista'.

No mesmo dia, às 16h, a mesa-redonda 'Por um jornalismo científico mais crítico' vai reunir o professor Cidoval Moraes de Souza (Universidade Estadual da Paraíba), a jornalista Cilene Victor da Silva (presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico-ABJC) e o jornalista Ricardo André Vasconcelos (autor do blog 'Eu penso que...'). A mesa será mediada pelo jornalista Martinho Santafé (Revista Visão Social).

Às 18h30, será realizado debate sobre o tema 'Cientista e divulgação: o papel das universidades e instituições de pesquisa', reunindo os jornalistas Maurício Yared (editor do programa Globo Universidade), Cláudio Márcio Magalhães (presidente da Associação Brasileira de TVs Universitárias-ABTU) e Adelfran Lacerda (ex-assessor de Comunicação da Uenf). A mediação do debate ficará a cargo da jornalista Fúlvia D'Alessandri, da Assessoria de Comunicação da Uenf.

No dia 26/11, às 14h, haverá mesa-redonda sobre o tema 'Apoio à divulgação científica', reunindo dirigentes de agências de fomento. As três Fundações de Amparo à Pesquisa mais importantes do país estarão representadas por Roberto Dória (chefe de Gabinete da Presidência da Faperj), Mariluce Moura (diretora de Redação da Revista Fapesp) e Vanessa Oliveira Fagundes (assessora de Comunicação da Fapemig). Em seguida, às 16h, o professor Luiz Antônio da Silva Teixeira, da Fiocruz, ministra palestra sobre o tema 'A cobertura jornalística da gripe suína no Brasil - uma abordagem a partir da História da Ciência'.

Fechando a programação, será realizada às 18h30 a Roda de Ciência sobre o tema 'A compreensão pública da ciência no século XXI'. Os debatedores serão a professora Maria das Graças Caldas (Unesp), o professor Walter Ruggeri Waldman (LCQUI/Uenf) e o jornalista Maurício Tuffani (Assessor de comunicação da Unesp e editor do blog Laudas Críticas). A Roda será moderada pelo jornalista Aluysio Abreu Barbosa, diretor de redação do jornal Folha da Manhã, de Campos.

O Simpósio terá ainda dois minicursos (sobre tratamento de imagem digital e confecção de blogs) e uma série de atividades paralelas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Prorrogadas as inscrições para o 1.º Simpósio Nacional de Jornalismo Científico

I Simpósio Nacional de Jornalismo Científico
Comunicação de temas científicos para a sociedade em geral entra em pauta na Uenf


Foram prorrogadas até 23/11/09 as inscrições para o 1.º Simpósio Nacional de Jornalismo Científico, que se realizará em 25 e 26/11/09, no Centro de Convenções da Uenf. Numa prévia do evento, o jornalista Marcelo Canellas, repórter especial da Rede Globo, ministra palestra durante o Pré-Simpósio, em 19/11, às 16h, no mesmo local. Cerca de 270 participantes se inscreveram no Simpósio durante o prazo inicialmente estabelecido.


Consulte a página do Simpósio e faça sua inscrição (www.uenf.br/simposio)
O Simpósio vai reunir alguns dos mais importantes pesquisadores e profissionais da área de jornalismo científico do país, como o editor da revista Scientific American Brasil, Ulisses Capozzoli. Jornalista especializado em divulgação científica, mestre e doutor em Ciência pela USP, ele vai ministrar, no dia 25/11, às 15h, a palestra de abertura do Simpósio, intitulada 'Percepção pública da ciência: responsabilidades da mídia e do jornalista'.

No mesmo dia, às 16h, a mesa-redonda 'Por um jornalismo científico mais crítico' vai reunir o professor Cidoval Moraes de Souza (Universidade Estadual da Paraíba), a jornalista Cilene Victor da Silva (presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico-ABJC) e o jornalista Ricardo André Vasconcelos (autor do blog 'Eu penso que...'). A mesa será mediada pelo jornalista Martinho Santafé (Revista Visão Social).

Às 18h30, será realizado debate sobre o tema 'Cientista e divulgação: o papel das universidades e instituições de pesquisa', reunindo os jornalistas Maurício Yared (editor do programa Globo Universidade), Cláudio Márcio Magalhães (presidente da Associação Brasileira de TVs Universitárias-ABTU) e Adelfran Lacerda (ex-assessor de Comunicação da Uenf). A mediação do debate ficará a cargo da jornalista Fúlvia D'Alessandri, da Assessoria de Comunicação da Uenf.

No dia 26/11, às 14h, haverá mesa-redonda sobre o tema 'Apoio à divulgação científica', reunindo dirigentes de agências de fomento. As três Fundações de Amparo à Pesquisa mais importantes do país estarão representadas por Roberto Dória (chefe de Gabinete da Presidência da Faperj), Mariluce Moura (diretora de Redação da Revista Fapesp) e Vanessa Oliveira Fagundes (assessora de Comunicação da Fapemig). Em seguida, às 16h, o professor Luiz Antônio da Silva Teixeira, da Fiocruz, ministra palestra sobre o tema 'A cobertura jornalística da gripe suína no Brasil - uma abordagem a partir da História da Ciência'.

Fechando a programação, será realizada às 18h30 a Roda de Ciência sobre o tema 'A compreensão pública da ciência no século XXI'. Os debatedores serão a professora Maria das Graças Caldas (Unesp), o professor Walter Ruggeri Waldman (LCQUI/Uenf) e o jornalista Maurício Tuffani (Assessor de comunicação da Unesp e editor do blog Laudas Críticas). A Roda será moderada pelo jornalista Aluysio Abreu Barbosa, diretor de redação do jornal Folha da Manhã, de Campos.

O Simpósio terá ainda dois minicursos (sobre tratamento de imagem digital e confecção de blogs) e uma série de atividades paralelas.

Um artigo do baiano, Luiz Bassuma


ONDA VERDE
A utopia suplantando a máquina.
O jardim no lugar do deserto.

Precisamos diferenciar um processo político natural de um fenômeno
político, o primeiro lógico e esperado. O segundo, sempre
surpreendente para a grande maioria das pessoas.

Os processos naturais são de fácil percepção e explicação, pois
resultam da acumulação de forças materiais, ao longo do tempo. Já os
fenômenos políticos quase nunca são percebidos enquanto estão
acontecendo. Suas causas e seus elementos de formação não seguem
nenhuma lógica previamente conhecida e sempre são mais espirituais que
materiais funcionando como uma ONDA.

Em nossa recente história republicana, a ditadura militar período mais
triste e violento de interrupção da democracia que perdurou entre 1964
e 1985, forças conservadoras organizadas na ARENA se locupletaram
política e economicamente das benesses do poder, fechando os olhos
para as torturas, exílios, prisões e mortes políticas do regime
militar.

Em contraposição a este agrupamento de direita que depois passaria a
usar a siglas PDS e PFL, políticos favoráveis à democracia tiveram que
se reunir em torno do MDB para lutar, pacificamente, pelo fim da
ditadura e o retorno à normalidade do estado de direito.

Ocorre então um destes fenômenos que se comportam como uma ONDA. Em
1986, ainda sem eleição direta para Presidente da República, o agora
PMDB consegue eleger todos os governadores do Brasil, com exceção de
Sergipe. Na Bahia foi eleito Waldir Pires quebrando um ciclo de poder
da direita comandado por Antônio Carlos Magalhães durante mais de 20
anos.

Em 1989, na primeira eleição presidencial, o PT, criado em 1980 ainda
era um partido muito pequeno se comparado ao PMDB, mas quase consegue
eleger LULA que perde para Collor no 2º turno por diferença de apenas
4% dos votos.

O PMDB passa por um processo acelerado de descaracterização como
partido de mudanças com dissidências que levam ao surgimento de um
novo partido de centro o PSDB. Mas é o PT que passa a ocupar o espaço
deixado pelo velho MDB, empunhando firmemente a bandeira de duas
UTOPIAS: ética na política e coerência de princípios.

Em 2002 acontece mais um fenômeno, a chamada ONDA VERMELHA que elege
LULA presidente, vários governadores, senadores e a maior bancada de
deputados federais do Congresso. Assim como o PMDB, o PT a partir daí
começa a se descaracterizar como partido comprometido com mudanças
estruturais, acomodando-se ao velho e arcaico sistema sustentado pelas
oligarquias brasileiras. Começam a sair de partido, importantes
lideranças, como a senadora Heloisa Helena que funda um novo partido,
o PSOL.

Vem depois o deprimente episódio do mensalão em 2005, expondo as
vísceras de um pequeno grupo de pessoas influentes no partido,
comandadas por José Dirceu, alguns dos sinais visíveis desta acelerada
descaracterização.

Um dos preços que o sistema exigiu para que Lula continuasse
realizando um bom governo e conquistando um nível de popularidade
inédito na história brasileira e quem sabe mundial foi a destruição do
seu próprio partido o PT preferindo a aliança com o PMDB de José
Sarney, um dos últimos coronéis remanescentes da velha ARENA. Exemplo
mais recente deste processo de envelhecimento precoce foi a atitude
patética do Senador Aloísio Mercadante eleito com 10 milhões de votos
em São Paulo ao anunciar da tribuna do Senado sua saída irrevogável da
liderança do partido num dia e voltar atrás no outro dia depois de ler
uma cartinha enviada por Lula, pedindo a sustentação de Sarney.

É inquestionável que Lula faz um bom governo, mas poderia fazer muito mais.

Ao tentar justificar a inaceitável aliança com Collor, Sarney, Renan,
Barbalho e Maluf usa uma de suas metáforas mais infelizes ao dizer,
que se Jesus governasse o Brasil e Judas tivesse votos, ambos teriam
que fazer uma aliança para gorvernar.

O PT hoje foi rebaixado ao nível dos demais partidos que existem
apenas como instrumento da conquista do poder pelo poder. Perdeu sua
alma, apequenou-se na lógica dos acordos espúrios e dos negócios
escusos onde a ética foi jogada no lixo. Assim como FHC fracassou,
refém de sua vaidade, Lula também está fracassando como líder de uma
nação que espera por sua libertação do câncer da corrupção.

O Brasil tem missão planetária a cumprir neste século XXI. Por suas
inesgotáveis riquezas naturais e energéticas e pelas características
especiais de seu povo, precisa funcionar como a primeira superpotência
da história da humanidade a não explorar os mais pobres e mais fracos
e sim ajudá-los em seu desenvolvimento, começando pela América Latina
e continuando no continente Africano.

Surge então Marina Silva, preparada pela vida para exercer seu papel
na história com humildade, inteligência, sensibilidade e
determinação. Tem o perfil de líder da nova era do desenvolvimento
sustentável onde mais importante que o PIB é a qualidade de vida das
pessoas.

O Partido Verde durante décadas foi visto com muita simpatia pela
sociedade, mais como uma ONG do que como um partido político. Depois
de um século de abuso do sistema capitalista que em nome de um
consumismo desenfreado agrediu, poluiu e destruiu a natureza, esta
sociedade começa a sentir os efeitos desta insanidade com o
aquecimento global.

Isto passa a pautar a na agenda mundial como prioridade máxima, como
construção de acordos para redução da emissão de CO2, evitando
catástrofes climáticas já anunciadas. Tal desafio coloca o Partido
Verde como alternativa concreta de poder no Brasil.
Parte expressiva da nossa sociedade frustrada com a grande maioria dos
políticos, não deseja renunciar aos seus sonhos e abandonar a maior
das utopias que idealiza um mundo bem melhor e mais justo que este.

A responsabilidade com o futuro do planeta e da própria humanidade
exige muita ousadia para enfrentar um sistema velho, ainda forte, mas
em decadência acelerada.

Numa das mais belas músicas brasileiras, intitulada “Tente Outra Vez”,
Raul Seixas canta num de seus versos que “basta ser sincero e desejar
profundo; você será capaz de sacudir o mundo”.


A utopia suplantará a máquina. O jardim substituirá o deserto. Uma
onda verde começa a surgir no horizonte e pacificamente convida
homens e mulheres de boa vontade a se levantar, pois como toda onda
transformadora crescerá e arrastará consigo tudo aquilo que se opõe ao
BEM e à VERDADE.

Não temos mais tempo a perder e nem o direito de cometer o pior dos
erros, o da OMISSÃO.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Italva sem Eliel

Há muitos anos conheci o Eliel. Bem no início de sua trajetória política.
Embora com caminhos distintos, sempre o tive no rol dos políticos que, além da política, sempre prezavam uma boa amizade, acima de tudo.
Conforto (se é possível...) aos amigos e familiares.

PV RJ se prepara para eleições do ano que vem, e região Norte vem forte


Como em todo o país, a direção regional do Partido Verde-RJ, está empenhada na ampliação do número de seus parlamentares em todos os níveis, além do lançamento em grande parte dos estados de candidatos a governador. Para tanto, sucessivas reuniões têm acontecido nas várias regionais para a composição de nominatas completas para a disputa do ano que vem em todas as instâncias.

O que nos exige, enquanto coordenador da Regional Norte Fluminense, muito empenho e responsabilidade. Nossa regional abrange os municípios de Campos, Cardoso Moreira, São Francisco do Itabapoana, São Fidélis, São João da Barra, Carapebus, Conceição de Macabu, Quissamã, Aperibé, Cambuci e Italva. Não nos tem sido fácil administrar tantos nomes dispostos a participar dos pleitos de 2010. Temos como meta apresentar no mínimo uma dobradinha regional (federal e estadual). Fato que requer muita tranqüilidade e unidade para a escolha dos nomes, que deverão ser tirados em consenso. Cinco municípios já apresentaram nomes de peso que merecerão uma análise mais detalhada. Em Campos, até agora quatro nomes nos foram apresentados.

A chamada onda verde cresce em todo o país, não apenas com a chegada da senadora Marina Silva, pré-candidata à Presidência - nome que oferecerá à Nação Brasileira uma oportunidade de repensar o jeito de se fazer política -, mas pelo próprio crescimento que o partido vem merecendo nos últimos anos.

No estado do Rio, a candidatura de Gabeira a prefeito da cidade do Rio de Janeiro impulsionou ainda mais, colocando o deputado numa confortável posição para as eleições do ano que vem. Particularmente, penso que a sua candidatura à reeleição seria o mais conveniente para a agremiação. Pois a sua votação certamente auxiliará no crescimento da bancada do partido em Brasília. Porém, a possibilidade de concorrer ao governo ou a uma cadeira no senado ainda está sendo avaliada.

Marina Silva admite que negocia apoio do PSOL


A senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência, disse ontem que tem mantido "conversas informais" com líderes do PSOL, entre os quais a ex-senadora Heloísa Helena (AL), em torno da política de alianças para a campanha de 2010.
Marina, que veio a São Paulo dar uma palestra para alunos de direito internacional de uma faculdade privada, disse que a definição das alianças está a cargo de uma comissão montada pela direção do PV.
A senadora citou como seus interlocutores "pessoais", além de Heloísa, os deputados federais Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ) e o senador José Nery (PA). A senadora disse que apoiará Heloísa Helena, caso ela confirme a candidatura ao Senado por Alagoas.
"São as pessoas que a gente convive. (...) Mas ainda está se discutindo como vamos desdobrar essas questões. E, obviamente, [um apoio] terá de ser em cima de programas, de ideias. São conversas informais, não tem nada formalizado ainda", disse a senadora, em entrevista após a palestra.
Marina negou estar viajando na pré-campanha às custas do Senado (disse que os gastos têm sido cobertos por quem a convida a proferir palestras) e criticou a falta de legislação eleitoral específica para os meses anteriores ao período eleitoral.
A candidata do Planalto, a ministra Dilma Rousseff (PT), tem sido criticada por conta de viagem, com suposto objetivo eleitoreiro, que fez ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região do rio São Francisco. Sem citar o nome da ministra, a senadora pregou "vigilância da sociedade". "Acho que a legislação deveria prever o processo da pré-campanha.
Porque senão vira uma hipocrisia. É pré-campanha, mas não existe campanha."
A senadora se esquivou da pergunta sobre se Dilma, que deverá liderar a comitiva brasileira na 14ª conferência da ONU sobre o clima, em dezembro, em Copenhague, seria a autoridade mais indicada para a tarefa. "Quem vai chefiar a delegação é uma decisão do governo. Se tem uma proposta tomada, decidida, transparente, discutida com a sociedade, o porta-voz vai ter que se ater à proposta", disse Marina, para quem a proposta governamental está atrasada, "não existe". Na palestra de uma hora para cerca de 300 alunos da Faap (Faculdade Armando Álvares Penteado), a qual encerrou com uma poesia sua, Marina desenhou um futuro catastrófico para a humanidade por conta do aquecimento global, "caso nada seja feito". "Estamos vivendo numa esquina civilizatória, temos que virar para o lado certo". "Falando desse jeito, parece uma coisa ecoterrorista", brincou a senadora. A plateia riu.

(fonte: Folha de S.Paulo on line)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Transporte urbano em Campos, de dar inveja aos londrinos!

TRANSPORTE DE qual IDADE?

Raramente tenho andado de ônibus aqui em Campos. Porém, ontem a permanente chuva me obrigou a encostar a pequenina Jog Sangrenta e fui ao Centro de carona. Precisei, para voltar, usar um coletivo da linha Santo Amaro. Ao entrar senti a sensação de estar sendo vítima, juntamente com os outros passageiros, de uma pegadinha. O carro tremia todo e parecia um chocalho.
Pela saída de emergência, ao lado do trocador, alguns fios de água já denunciavam o estado daquele negócio. As poltronas desalinhadas, rasgadas e com parafusos que fixam os encostos dos bancos expostos bem na altura dos joelhos. A cordinha da campainha toda emendada e dependurada como móbiles. Seus vidros encardidos, emprestando-lhes aquele arzinho de desleixo. Um piso imundo.
O meu olhar analítico passeando por detalhes fez com que uma estudante com uniforme da Escola Técnica caísse em gargalhadas. O trocador também não se conteve, porém fez uma imediata defesa:
“Este carro não faz esta linha, não... Ele atende ao outro lado do rio”
A emenda ficou pior do que o soneto. Entendi que para Guarus qualquer merda serve. Como se o dinheiro dos moradores de lá fosse diferente e a falta de respeito não lhes valesse.
A nós campistas já é vexame. Imaginem aos olhos dos “tantos turistas” que agora inventaram de dizer que vêm a Campos curtir o ecoturismo, turismo rural e o turismo cultural.
As empresas não tem tanta responsabilidade quanto quem de direito existe para fiscalizar. Cabe à prefeitura este papel, ela é quem concede.
Na verdade este tal de 1 real é o máximo da sacanagem com todo mundo, com o dinheiro de todo mundo.
Outra palhaçada é se julgar que o péssimo atendimento ao Parque Tamandaré, Pelinca, Dom Bosco, São Caetano e adjacências seja suficiente. Talvez seja o pior. Esta que todo mundo tem carro não existe! É de pura irracionalidade, principalmente ecológica. Se o cidadão tem transporte de qualidade, não vai querer se deslocar com seu veículo próprio para o caos que é o trânsito de Campos.
Por outro lado, são milhares de estudantes e trabalhadores, aí destaco as diaristas e domésticas que andam muito para chegarem a um ponto que possam pegar seus coletivos.
Presta atenção na fita!!!!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Passeio pela Baixada

Neste domingo tive o prazer de sair pela Baixada fazendo zig-zag por diversos pontos. Em certos locais, o bucólico ar da roça já é passado e sobrevive apenas na lembrança. É a mudança proporcionada pelo suposto progresso. Mas que bom que a diversificação chega! Os aspectos escravagistas de há poucas décadas parecem minimizados — aos olhos, pelo menos.

Quando cheguei a Mineiros, à direita, uma pequena estrada vicinal de poucas dezenas de metros — ora transversal, ora paralela à Campos-Farol — faz em breves minutos descortinar a beleza da casa grande dos Guaru (nome que me foi dito). Um dos mais belos exemplares da arquitetura rural aristocrática. Salvo engano, datada de 1816.

Com autorização, percorri aquela quase ruína. Cada cômodo parecia contar uma história própria, parecia querer dialogar. A sua varanda frontal recepciona com a elegância de seus degraus em granito e ladeados por gradis de ferro batido (Percebe-se que amigos do alheio, sem a mínima consciência histórica, têm subtraído peças deste conjunto).

As paredes internas ainda guardam, de algum artista, a inspiração que as transformou em tela para receber os florais. A ampla cozinha ainda traz os pinos de madeira presos numa base por sobre a pia, onde escorriam as panelas, as leiteiras, as canecas... O forro em treliças, para “respirar” e fazer sair a fumaça que naturalmente brotava do bom fogão à lenha. Duas grandes mãos francesas me deram a dica de que ali deveria ficar a caixa d'água que se aquecia com serpentinas que se enroscavam nas brasas, ferviam e retornavam em quase vapor. Tudo me remeteu a um movimento imenso que ele deveria ter nos dias em que o grande e mais suntuoso cômodo, a sala de festas, (a mesma das refeições diárias, julgo) se abria aos convidados.

É um salão central que tem toda a largura da casa. Charmosamente, duas varandas laterais, da mesma altura da varanda da frente e com os mesmos detalhes, abraçam as laterais da edificação morrendo em seu degrau mais baixo. O primeiro para quem ali chegasse, sem precisar entrar pela frente. Quatro pinturas de jovens me saltaram aos olhos. Duas em cada coluna entre as duas portas laterais, em meio às paredes tomadas de arte. Quem seriam aquelas crianças?...

O assoalho, bem alto, (afinal, as cheias sempre foram presentes bem vindos por ali), não está de todo perdido, muito pelo contrário, resiste ao tempo. Pelas poucas frestas formadas pela falta de algumas tábuas, é possível perceber a robustez da obra através das peças de madeira que, trabalhadas, escoram e sustentam a nobreza daquele patrimônio. Todas as paredes externas são detalhadamente trabalhadas. Imagino o jardim daqueles tempos...

Não conheço pessoalmente o proprietário, porém fui informado acerca da sua disposição de se desfazer, não apenas daquela obra de arte, mas de toda a fazenda que mede em torno de seis alqueires. Uma grande oportunidade de dotarmos a Baixada de seu memorial, ao mesmo tempo em que ressuscitaremos importante peça histórica que, sem dúvida, não merece estar com aquele ar de quem está pedindo socorro.

Gostaria de escrever muito mais. Da minha busca por resíduos da senzala, poços,etc...Mas já está de bom tamanho e... visitem. Com certeza todo campista deveria passar por ali, (principalmente nossas crianças e alunos de arquitetura, história, matemática, belas artes, artes cênicas, hotelaria, turismo, sociologia...)

Relator propõe redução de recursos do pré-sal para estados produtores (do G1)

O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP durante apresentação do relatório do pré-sal, nesta terça-feira (27) (Foto: Ivaldo Cavalcante/Agência Câmara)
Henrique Eduardo Alves amplia parcela para demais estados e municípios.
União sai beneficiada, pois ganhará mais recursos com modelo de partilha.

O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) propõe em seu relatório sobre o projeto que altera o marco regulatório para a exploração de petróleo na camada pré-sal menos recursos para os estados e municípios produtores. O deputado apresentou o parecer sobre o projeto na noite desta terça-feira (27). Como houve pedido de vistas, a votação do relatório deve acontecer na próxima semana.
Pressionado pelo governo federal, Alves fez uma redução menor do que chegou a anunciar nos recursos destinados à União e aumentou a participação dos demais estados e municípios. Ele ainda acabou com a participação especial, mais uma vez beneficiando a União em detrimento dos estados.
O relatório entra na questão da partilha de recursos mesmo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter deixado o tema de fora a pedido dos governadores dos estados produtores, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Paulo Hartung (PMDB-ES) e José Serra (PSDB-SP).
Atualmente,o máximo de royalties que pode ser cobrado na produção de petróleo é 10%Este valor é dividido com 40% para a União, 22,5% para estados produtores, 22,5% para municípios produtores, 7,5% para os municípios afetados pela produção e outros 7,5% para um fundo especial que redistribui os recursos entre todos os estados e municípios. Existe ainda a participação especial, que é cobrada em campos de grande produção e pode chegar a 40% do total da produção. Os estados e municípios produtores recebem quase a metade destes recursos.
Em seu relatório, Alves acaba com a participação especial. Isto beneficia a União porque no modelo de partilha a própria União ficará com uma parte da produção. Se a participação fosse cobrada, a União teria que pagar esta espécie de tributo e acabaria repassando recursos para os estados e municípios produtores. “Estamos fazendo uma verdadeira revolução na divisão dos royalties”, disse o relator.
Alves amplia o máximo de royalties de 10% para 15% e faz uma nova divisão destes recursos. Pela proposta, os estados produtores passariam a receber 18% do total de royalties. Os municípios produtores ficariam com 6%. Os municípios afetados pela produção ficariam com 2%. A União passaria a ter 30%, enquanto 44% seria dividido entre todos os estados e municípios com base no Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM).
Outra mudança feita pelo relator diz respeito ao bônus de assinatura dos contratos para a exploração de petróleo no pré-sal. Atualmente, todo o bônus é da União. Pelo relatório, a União ficaria com 90% e os outros 10% seriam distribuídos entre estados e municípios.

Campos marginais:

O relator acatou em seu parecer ainda uma sugestão do presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, sobre os chamados campos marginais, que tem reserva provada de petróleo ou gás natural de no máximo um milhão de barris.

Pela proposta, os concessionários deverão ceder os direitos sobre estes campos marginais para pequenas e médias empresas do setor. A ANP estabelecerá as regras e poderá determinar que estes campos não terão de pagar royalties.

Alves avança também na questão da divisão de royalties para a exploração de petróleo em terra. Ele aumenta novamente o valor que será destinado a todos os estados e municípios.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Não verás país nenhum



Embora ele tenha declarado em palestra aqui em Campos que não tem a mínima responsabilidade com o que seus escritos possam influenciar seus leitores, continuo achando fundamental a leitura ou releitura desta obra magnífica.

O livro de Ignácio é uma das obras brasileiras contemporâneas mais atuais e realistas, apesar de ser uma ficção futurista, expondo o homem em sociedade e a relação destes com o meio ambiente. Mais especificamente, o livro é uma abordagem futurista dos resultados sofridos pelo meio ambiente, através do desenvolvimento tecnológico, industrial, que progrediu sem respeitar a natureza e acabou por tornar martirizante as condições de vida no planeta.
O enredo se desenvolve em um mundo a frente do atual, numa sociedade futura, que vive com a herança, em todos aspectos, do desastre natural deixado pela sociedade moderna.
Um personagem principal carrega o enredo, contando, através do seu cotidiano, as dificuldades que a humanidade teve que passar a suportar, quando a natureza não suportou mais a destruição. Por linhas gerais, assim se desenvolve:
A personagem principal mora em um condomínio predial e incita o entendimento de que na cidade já não há quase mais casas, pois não há mais espaço físico horizontal, devido crescimento populacional tamanho. Costuma frequentar um bar, de baixa circulação de pessoas, já que não tem estas grandes prazeres pela vida social, que é sufocante. No bar ele pede um copo de água gelada, devido ao calor insuportável, provocado pelo aumento das temperaturas globais, em vários graus acima dos atuais. O dono do bar, colega seu, diz não ter água, pois já era muito difícil conseguir o tal líguido, mais tinha um certo produto líguido, produzido industrialmente para fins de consumo, substituindo a água; quando se vem a descobrir, o tal produto é urina reciclada. Nossa personagem acha aquilo um absurdo, mas acaba se conformando e é obrigado a matar a sede, que não era pouca, com aquilo mesmo.
Fora do bar, segue a história tendo nosso amigo que desloca-se pela cidade a fim de resolver algumas questões particulares.Outro problema aparece neste momento, quando ficamos sabendo que para ele se deslocar teria de ter um autorização especial, já que sua credencial de cidadão lhe permitia, apenas, deslocar-se por um território delimitado da cidade. Na realidade, as pessoas eram divididas em bairros, que eram fechados para o acesso de "estrangeiros", como não permitiam a saída daqueles que o habitavam. Motivo disto era o grande almento populacional que ocorreu na sociedade, não comportando mais espaço para poderem as pessoas circularem descontroladamente pela cidade.
Com muito esforço e um pouco de influência conseguiu ter acesso aos outros bairro, e ao centro. Lá, observou um ligar onde muitas pessoas visitavam e adentrou. Era apenas, e então, o museu da água. Haviam jarros com água de vários rios. Do rio Amazonas, Tietê, São Francisco e vários outros que tinham sumido, ou pela evaporação provocada pela seca, ou pela poluição que os havia destruído. Num súbito instante a população começa por destruir o museu e o que restava das águas dos vários rios. Revoltadas, algumas pessoas chegaram a beber alguma daquelas águas. A polícia então chegou. Prendeu os manifestantes e junto com eles o nosso "guia", a personagem. Levados para a prisão, ela não era melhor que nada no lugar, ficaram os revoltosos presos, junto aos outros criminosos, que normalmente, também, tinham incorrido em algum crime daquele tipo, político, de protesto e qualquer outra forma de decontentamento, logo repreendido pela autoridade estatal.
Por fim, a história acaba com eles todos encarcerados, apertados uns aos outros, sem poder se mexer, com suas honras desconstituídas e a moral destruída, representando, em si, a sociedade futura, herança da tecnologia e indiferenças modernas. É um livro maravilhoso.
(fonte: release da editora)

domingo, 25 de outubro de 2009

Um pouco de Camus.

As luzes da rua acenderam-se bruscamente e fizeram empalidecer as primeiras estrelas que subiam na noite. Senti os olhos se cansarem, de tanto olhar as calçadas, com sua carga de homens e de luzes.
Respondi que nunca se muda de vida; que, em todo caso, todas se equivaliam, e que a minha, aqui, não me desagradava em absoluto.
Todo o problema, ainda uma vez, estava em matar o tempo. Acabei por não me entediar mais, a partir do instante em que aprendi a recordar.
Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia, poderia sem dificuldade passar 100 anos numa prisão. Teria recordações suficientes para não se entediar.
Nunca conseguira arrepender-me verdadeiramente de nada.Assaltaram-me as lembranças de uma vida que já não me pertencia, mas onde encontrara as mais pobres e as mais tenazes das minhas alegrias: cheiros de verão, o bairro que eu amava, um certo céu de entardecer, o riso e os vestidos de Marie.
Mamãe costumava dizer que nunca se é completamente infeliz.
Mas todos sabem que a vida não vale a pena ser vivida.
— Não tem, então nenhuma esperança e consegue viver com o pensamento de que vai morrer todo por inteiro?
—Sim — respondi.
— Não, não consigo acreditar. Tenho certeza de que já lhe ocorreu desejar uma outra vida.
Respondi-lhe que naturalmente, mas que isso era tão importante quanto desejar ser rico, nadar muito de pressa ou ter uma boca mais bem feita. Era da mesma ordem. Mas ele me deteve e quis saber como eu imaginava essa outra vida. Então gritei:
— Uma vida na qual me pudesse lembrar desta vida.
Do fundo do meu futuro, durante toda esta vida absurda que eu levara, subira até mim, através dos anos que ainda não tinham chegado, um sopro obscuro, e esse sopro igualava, à sua passagem, tudo o que me haviam proposto nos anos, não mais reais, que eu vivia.
Tudo quanto eu fazia de inútil neste lugar subiu-me, então, à garganta e só tive uma pressa: acabar com isto e voltar à minha cela, para dormir. Mal ouvi o advogado clamar, para concluir, que os jurados não gostariam certamente de condenar à morte um trabalhador honesto, perdido por um minuto de desvario; e pedir as circunstâncias atenuantes para um crime cujo remorso eterno, o mais seguro dos castigos, eu já arrastava comigo.
Reencontrei a calma, depois que ele partiu. Estava esgotado. Atirei-me sobre o leito. Acho que dormi, pois acordei com estrelas sobre o rosto. Subia até mim os ruídos do campo. Aromas de noite de terra e de sol refrescavam-me as têmporas. A paz maravilhosa deste verão adormecido entrava em mim como uma maré. Neste momento, e no limite da noite, soaram sirenes. Anunciavam partidas para um mundo que me era para sempre indiferente.
Também eu me sinto pronto a reviver tudo. Como se esta grande cólera me tivesse purificado do mal, esvaziado de esperança, diante desta noite carregada de sinais e de estrelas, eu me abria pela primeira vez à tenra indiferença do mundo. Por senti-lo tão parecido comigo, tão fraternal, enfim, senti que fora feliz e que ainda o era.

Albert Camus

"Toda a infelicidade dos homens provém da esperança."