sábado, 21 de novembro de 2009

Charles Chaplin - O ultimo discurso de O grande ditador

Texto do Discurso

Desculpe!
Não é esse o meu ofício.
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja.
Gostaria de ajudar - se possível -
judeus, o gentio ... negros ... brancos.


Todos nós desejamos ajudar uns aos outros.
Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a felicidade do próximo -
não para o seu infortúnio.
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros?
Neste mundo há espaço para todos.
A terra, que é boa e rica,
pode prover todas as nossas necessidades.


O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma do homem ...
levantou no mundo as muralhas do ódio ...
e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas duas virtudes,
a vida será de violência e tudo será perdido.


A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano.
Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo.
E assim, enquanto morrem os homens,
a liberdade nunca perecerá.


Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.


Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós!
Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas.
O poder de criar felicidade!
Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ...
de fazê-la uma aventura maravilhosa.
Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ...
um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho,
que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.


É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós.
Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.


Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos, Hannah!

Ergue os olhos!

Egberto Gismonti - Água e Vinho

SILÊNCIO!!!!!!!!!!!!

Água e Vinho
Egberto Gismonti
Composição: Egberto Gismonti
Todos os dias passeava secamente na soleira do
quintal
À hora morta, pedra morta, agonia e as laranjas do
quintal
A vida ia entre o muro e as paredes de silêncio
E os cães que vigiavam o seu sono não dormiam
Viam sombras no ar, viam sombras no jardim
A lua morta, noite morta, ventania e um rosário sobre
o chão
E um incêndio amarelo e provisório consumia o coração
E começou a procurar pelas fogueiras lentamente
E o seu coração já não temia as chamas do inferno
E das trevas sem fim. Haveria de chegar o amor.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Canellas proferiu palestra com sol na nuca.


Coitado do Marcelo Canellas! A maioria do tempo em que falava para um centro de convenções lotado, o sol lhe ardia a cabeça.
Sugiro aos dirigentes da UENF que providenciem algum tratamento às paredes laterais de vidro. Uma fica voltada para o poente e os raios do sol incomodam profundamente não apenas aos palestrantes, assim como prejudicam projeções. Isto sem falar que o movimento externo atrapalha a concentração de muitos.

O mestre da arquitetura não deixaria um vacilo destes. Sem dúvida esqueceram das cortinas ou das persianas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Daqui a pouco,às 16h, Canellas falará sobre Jornalismo Científico na UENF.

Aberta ao público, a palestra é uma prévia do 1.º Simpósio Nacional de Jornalismo Científico, que ocorrerá na próxima semana (quarta e quinta, 25 e 26/11), no Centro de Convenções.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Acontece amanhã, às quatro da tarde, a palestra "O papel do jornalista na comunicação da ciência", com Marcelo Canellas


Um dos repórteres mais premiados da TV brasileira, o jornalista Marcelo Canellas, da Rede Globo, estará no Centro de Convenções da Uenf na próxima quinta-feira, 19/11, às 16h, para proferir a palestra "O papel do jornalista na comunicação da ciência". Aberta à comunidade, a palestra abre os trabalhos do I Simpósio Nacional de Jornalismo Científico, que será realizado nos dias 25 e 26/11 (quarta e quinta-feira), no Centro de Convenções da Uenf. As inscrições para o evento podem ser feitas até 23/11 na página do Simpósio.

Por seu trabalho, Marcelo Canellas já recebeu mais de 30 prêmios. Em 2001, a série de reportagens intitulada Fome - exibida no Jornal Nacional -, tornou-se uma das mais premiadas do telejornalismo brasileiro, recebendo o Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, o Barbosa Lima Sobrinho, o Imprensa Embratel, o Vladimir Herzog na categoria documentário e a Medalha ao Mérito da ONU.

Por duas vezes, o repórter recebeu o Prêmio Nuevo Periodismo, oferecido pela Fundacion Nuevo Periodismo Ibero-Americano (FNPI), em parceria com a empresa mexicana Cemex. A primeira foi em 2005, com a reportagem Cerrado, exibida no Jornal Nacional. Três anos depois, foi agraciado com o mesmo prêmio pela série de reportagens Terra do Meio - Brasil Invisível, apresentada no Bom Dia, Brasil.

O I Simpósio Nacional de Jornalismo Científico será aberto oficialmente às 14h do dia 25/11, quarta-feira, no Centro de Convenções da Uenf. A palestra de abertura, marcada para as 15h, será com o editor da revista Scientific American Brasil, Ulisses Capozzoli: "Percepção pública da ciência: responsabilidades da mídia e do jornalista". Jornalista especializado em divulgação científica, Capozzoli tem mestrado e doutorado em Ciência pela USP.

Dirigido principalmente a jornalistas, cientistas, estudantes de jornalismo, mestrandos e pós-graduandos, o Simpósio tem como tema geral "Mídia e ciência no mundo contemporâneo" e conta com o apoio da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e da ABJC (Associação Brasileira de Jornalismo Científico).

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Marcelo Canellas em Campos quinta-feira


Um dos repórteres mais premiados da TV brasileira, o jornalista Marcelo Canellas, da Rede Globo, estará no Centro de Convenções da Uenf na próxima quinta-feira, 19/11, às 16h, para proferir a palestra "O papel do jornalista na comunicação da ciência". Aberta à comunidade, a palestra abre os trabalhos do I Simpósio Nacional de Jornalismo Científico, que será realizado nos dias 25 e 26/11 (quarta e quinta-feira), no Centro de Convenções da Uenf. As inscrições para o evento podem ser feitas até 23/11 na página do Simpósio.

Por seu trabalho, Marcelo Canellas já recebeu mais de 30 prêmios. Em 2001, a série de reportagens intitulada Fome - exibida no Jornal Nacional -, tornou-se uma das mais premiadas do telejornalismo brasileiro, recebendo o Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, o Barbosa Lima Sobrinho, o Imprensa Embratel, o Vladimir Herzog na categoria documentário e a Medalha ao Mérito da ONU.

Por duas vezes, o repórter recebeu o Prêmio Nuevo Periodismo, oferecido pela Fundacion Nuevo Periodismo Ibero-Americano (FNPI), em parceria com a empresa mexicana Cemex. A primeira foi em 2005, com a reportagem Cerrado, exibida no Jornal Nacional. Três anos depois, foi agraciado com o mesmo prêmio pela série de reportagens Terra do Meio - Brasil Invisível, apresentada no Bom Dia, Brasil.

O I Simpósio Nacional de Jornalismo Científico será aberto oficialmente às 14h do dia 25/11, quarta-feira, no Centro de Convenções da Uenf. A palestra de abertura, marcada para as 15h, será com o editor da revista Scientific American Brasil, Ulisses Capozzoli: "Percepção pública da ciência: responsabilidades da mídia e do jornalista". Jornalista especializado em divulgação científica, Capozzoli tem mestrado e doutorado em Ciência pela USP.

Dirigido principalmente a jornalistas, cientistas, estudantes de jornalismo, mestrandos e pós-graduandos, o Simpósio tem como tema geral "Mídia e ciência no mundo contemporâneo" e conta com o apoio da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e da ABJC (Associação Brasileira de Jornalismo Científico).

A programação completa e outras informações podem ser acessadas aqui.

MONITOR, URGENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E-mail enviado pelo Professor Vitor Menezes.
Creio que pelo mínimo espaço de tempo, a rede se transformaria num importante instrumento de convocação se os blogueiros interessados postarem esta msg.
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Não temos muito tempo. Ninguém confirma no jornal, mas parece mesmo que o último dia de trabalho no Monitor Campista é nesta sexta, 13, para fechar as edições até domingo. Creio que temos que fazer algo.

O que me ocorre é estarmos todos de preto, às 10h, nessa sexta, em frente ao jornal (rua João Pessoa, 202, próximo ao Mercado Municipal), com os cartazes voluntários que cada um quiser levar.

E então, vamos?

O Monitor pode até morrer, mas não será com o silêncio dos campistas!

Abs
Vitor