terça-feira, 17 de março de 2009

Trancrição de artigo da Secretária de Educação, professora Maria Auxiliadora Freitas (O Diário 17.03.2009)

Auxiliadora Freitas


O processo de ensinar e aprender é fundamental para o desenvolvimento e perpetuação da espécie humana. Quando o professor capta a dimensão dessa importância ele muda seu comportamento em sala de aula.

O conhecimento dos processos biológicos, neurológicos e culturais que levam o ser humano a aprender é fundamental para o professor desenvolver melhor o seu papel, ajudando-o a entender também sua importância para a história da humanidade.

Por uma falha sistêmica, quem ensina não tem noção de como se aprende. A maioria dos professores estudou numa estrutura escolar que tinha espaços definidos, que exigia atenção contínua e linear. Foi alvo de avaliações que só serviam para classificar os alunos em bons e maus.

A antropologia, a neurociência e a psicologia estão nos ensinando que todos são capazes de aprender, mas revelam que isso não pode ocorrer em qualquer circunstância. Se o professor souber como funciona a atenção e a memória nas diversas fases da vida da criança, com certeza vai ensinar melhor.

A aprendizagem está ligada ao processo de desenvolvimento biológico. A evolução é determinada pela genética da espécie e a sua interação com o ambiente promove o desenvolvimento do ser humano. Nosso cérebro demora 20 anos para amadurecer. Por isso, a criança faz atividades que interessam ao amadurecimento.

Com os adultos, o processo de aprendizagem é diferente. Com o passar do tempo, os hormônios passam por transformações que afetam os processos da memória. Por isso sabemos que os adultos aprendem mais lentamente, mas precisam aprender sempre. Assim todos somos eternos aprendizes.Quando o professor se percebe como indivíduo em contínua aprendizagem, ele muda a sua relação com o saber, mas ele precisa também voltar a ser aluno para aprender a ensinar por outra perspectiva.

A atuação do professor ao ensinar deve ter a perspectiva e a dimensão de que a escola é o lugar da ampliação da experiência humana, o lugar onde gente como ele constrói conhecimentos, com o uso de diversas linguagens e da imaginação e que o conhecimento formal não nasce caoticamente, espontaneamente, mas de forma sistematizada. Assim o professor se torna um instrumento fundamental no processo antropológico de ensinar.

Esse tipo de conhecimento, de paradigmas irá certamente interferir na elaboração do currículo, na decisão do conteúdo e na maneira de ensinar. Existem muitas coisas que se aprende fora da escola, mas outras, só no ambiente de ensino, com a mediação de um ser mais experiente da espécie, que é o professor.

A função da escola é preocupar-se com a formação humana e o aprendizado só ocorre quando são realizadas atividades como estudo, registro, pesquisa. Sem isso a criança não constrói conhecimento. Por isso é preciso ter muito cuidado com o modismo. Trabalhar só por projetos, partir da realidade do aluno e tudo isso que hoje se entende como o caminho do novo na educação pode levar a escola a reproduzir apenas o que a criança e o jovem já aprenderam fora da escola.

Secretária de Educação de Campos

6 comentários:

Xacal disse...

Só eu e eremildo, o idiota acreditamos que esse texto foi escrito pela pateta da educação...

Não que o artigo traga grandes novidades, e em sua essência é uma defesa dos processos de avaliação continuada(que se opõe ao regime de avaliação seriada)...

Mas leiam todos os outros textos da pateta, e compare com esse...

Estruturalmente bem escrito, com início, meio e fim...Bem ao contrário do raciocínio(??)da pateta da educação...

Dessa vez ela caprichou, e gastou uma boa grana no ghost-writer, ou copiou e colou sem citar a fonte...

Di Donato: disse...

XHACALL !
u are a bad Boy
não que eu também acredite que o txt seja dela, mas dá um crédito caramba.

Provisano disse...

Devo declarar que meu cérebro, por força das circunstâncias, amadureceu em menos de dez anos, talvez oito, até porque, sete é conta de mentiroso.

Estudei na maior parte da minha vida acadêmica em escolas públicas e em ambientes controlados, cuja exigência de atenção contínua e linear foi positiva em todos os aspectos. Como sou de uma geração que jogava bola de gude, soltava pipa, rodava pião e brincava de bola em campos de várzea, extravazava toda a energia que por acaso estivesse reprimida em atividade lúdica e físicas.

Naqueles tempos, os professores eram uma classe respeitada, bem valorizada e remunerada, longe da realidade atual, onde os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem e assim, vamos formando novas gerações de seres humanos cada vez mais obtusos, isso sim é que é uma falha sistêmica e das grandes.

Eu me considero um eterno aprendiz, seguidor da valha máxima de que "só eu sei que nada sei" e comungando da idéia de Paulo Freire de que somos todos Educadores-Educandos e Educando-Educadores, sempre um aprendendo com o outro e vice-e-versa. O resto não passa de retórica e frases de efeitos para demonstrar falsa erudição.

Isso só engana à uma meia-dúzia de três ou quatro como dizia no início dos anos setenta, minha antiga Professora de Química do Liceu de Humanidades de Campos, a Professora Malvelita.

Para que um professor se perceba como indivíduo, faz-se necessário primeiro que ele seja tratado como cidadão, tendo uma remuneração decente e incentivos para se qualificar cada vez mais de modo que o aluno saia lucrando efetivamente dessa relação. Enquanto isso não ocorrer, ficaremos assistindo nas arquibancadas, os professores sendo atirados aos leões, junto com os outros profissionais de apoio, tão sacrificados quanto os professores.

O artigo da professora Auxiliadora está muito bem escrito, com uma linha de pensamentos bem encadeados teoricamente, mas falta um desfecho que nos esclareça aonde ela pretende chegar, porque palavras não colocam comida na mesa de nenhum profissional da educação e conquistar corações e mentes desses profissionais não é tão fácil assim como se pensa, há que se passar da teoria à prática.

Era o que eu tinha para dizer.

Forte abraço.

Provisano disse...

E aí Joca? Estás na muda? Quero novidades no blog meu irmão!

Saia rapidamente desta carraspana física.

Forte abraço.

daniel disse...

A senhora secretária da educação tinha que ir de escola em escola para ver a satisfação dos meus colegas de profissão.A educação em Campos está de mal para muito pior, salas de aulas sem professor, não chamam profissionais da educação nem muito menos contratam ret. Material didático acho que esse só aparecerá no ano que vem por causa das novas eleições... E cá para nós nem vou tecer qualquer tipo de comentário em relação ao texto é subestimar a inteligência de qualquer um com essa história de avaliação continuada novamente...cansei!!!

Monica disse...

Eu concordo plenamente com Daniel. A consciência do meu dever como professora está em plena atividade, porém a Educação Campista está desse jeito por descaso de quem nos representa e não de mim como professora. Ninguém trabalha sem ferramentas. Por favor, deixe de palavras elaboradas e ponha a mão na massa, senhora secretária!!!