sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Políticas públicas em debate
O Núcleo de Estudos da Exclusão e Violência (NEEV) da UENF realizou na última quinta, 02/08, a mesa-redonda ‘Antropologia e análise de políticas públicas‘, com a presença de Ana Paula Mendes de Miranda, doutora em Antropologia Social e professora adjunta da UFF, e Kátia Sento Sé Mello, doutora em Antropologia e professora da UFRJ.
A intenção do encontro foi esclarecer e clarear as ideias dos professores da UENF quanto às políticas públicas. Segundo Kátia, não existe uma definição concreta para elas. Uma das características apontadas pela professora é que as Políticas Públicas devem disponibilizar serviços e direitos universalmente, sem classificar grupos sociais. Ela frisou também a diferença entre o olhar americano e o europeu sobre o mesmo assunto. Quanto à antropologia, foi dito que esta ciência pode auxiliar na criação de tais políticas.
– Um olhar antropológico sobre o lugar em que a política vai ser implantada é essencial – afirmou. A coordenação do evento coube à professora Lana Lage, do Laboratório de Estudo da Sociedade Civil e do Estado (LESCE) do Centro de Ciências do Homem (CCH) da UENF.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
INICIA JULGAMENTO DA PREFEITA DE CAMPOS E DO MENSALÃO
"Início do julgamento
Acaba de iniciar o julgamento da Ação
de Investigação Judicial Eleitoral da
Prefeita Rosinha Garotinho no TRE-RJ.
Dentro de instantes, postarei mais informações.
de Investigação Judicial Eleitoral da
Prefeita Rosinha Garotinho no TRE-RJ.
Dentro de instantes, postarei mais informações.
Postado por Francisco Pessanha às 14:28"
Acompanhe em http://blogdofranciscopessanha.blogspot.com.br/
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Pesquisa da USP usa radiação para deixar mosquito da dengue estéril
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| Ao liberar massivamente os mosquitos estéreis na natureza, os pesquisadores esperam reduzir a quantidade de machos com capacidade de copular |
Em parceria com a empresa Bioagri, que fica em Charqueada (SP), os pesquisadores jogam radiação na pupa, como é chamada a fase jovem do inseto, tornando o macho estéril. Com uma baixa dosagem de radiação gama, que tem como fonte o Cobalto 60, o inseto macho fica incapaz de fecundar a fêmea. “O macho copula com a fêmea ‘normal’ e ela põe os ovos, mas esses ovos não eclodem”, explica o coordenador da pesquisa, professor Valter Arthur.
Ao liberar massivamente os mosquitos estéreis (produzidos em laboratório) na natureza, de preferência em localidades onde a infestação é maior, os pesquisadores esperam reduzir a quantidade de machos com capacidade de copular, assim eles entrariam em competição. “A ideia é diminuir a probabilidade do macho normal cruzar com a fêmea normal”, disse.
Segundo Valter, a radiação no Aedes aegypti ainda tem a vantagem de se tratar de um método limpo, ao contrário de técnicas nocivas ao meio ambiente, como o uso indiscriminado de insecticidas.
Na primeira fase do estudo, concluída em três meses, os pesquisadores conseguiram determinar o nível de radiação para impedir a proliferação do mosquito. O próximo passo será o ‘teste de compatibilidade’, quando tentarão o cruzamento dos insetos. “Não adianta você liberar o inseto estéril e ele não procurar a fêmea ou a fêmea não aceitar o inseto estéril”, explica. A expectativa de Valter é que toda a pesquisa seja concluída em aproximadamente dois anos. Ele destaca que há mais de 30 anos são feitos estudos com radiação em insetos.
O pesquisador esclarece, porém, que a técnica não será capaz de erradicar totalmente a transmissão da doença, “apenas diminuir a um nível que não seja tão epidêmico.” Por isso, ele alerta que a prevenção à dengue deverá ser mantida. A população, segundo ele, deverá continuar eliminando os criadouros do mosquito, formados em água parada em vasos, garrafas, pneus, caixas d’água, calhas, entre outros.
Levantamento mais recente do Ministério da Saúde aponta 472.973 casos confirmados da doença de janeiro ao dia 4 de julho no país. No período, foram registradas 154 mortes.
Saturno: suas luas, seus aneis e seus mistérios
Do blog: http://uenfciencia.blogspot.com.br
É emocionante observar Saturno ao telescópio. Se você nunca viu, sugiro que não perca a oportunidade.Atividades de observação do céu são realizadas por planetários – como ocorre no Mast, por exemplo (Museu de Astronomia, no Rio). Pessoas interessadas em divulgar o assunto geralmente se reúnem em clubes de Astronomia.
Apesar das limitações dos aparelhos, não espere visualizar uma imagem como as divulgadas pelo telescópio espacial Hubble. Mas posso dizer que é uma experiência única. Sem dúvida, este é um dos mais belos planetas, com um sistema de aneis que lhe cofere uma beleza sem igual.
Das observações na Antiguidade, passando pelas descobertas de Galileu até chegar aos dias de hoje, Saturno sempre encanta.
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Imagem de Satuno, com os aneis e a chamada divisão de Cassini. |
Saturno é observado desde a Antiguidade. Demora cerca de 29 anos para dar uma volta completa em torno do Sol. Isto fez com que o nome escolhido para ele fosse o do deus do tempo — a propósito, em grego seu nome é Cronos. Sobre Cronos sabemos que era filho de Urano e Gaia, pai de Zeus.
Saturno tem 62 luas. A maior delas, Titã, foi descoberta por Christian Huygens, um sábio holandês do século XVII que também foi responsável por uma das teorias que explica a natureza da luz: a chamada teoria ondulatória.
Uma das teorias que tentam explicar a existência dos aneis supõe que uma de suas luas foi despedaçada por um cometa ou asteroide atraído gravitacionalmente por Saturno.
Hoje em dia, a lua Encélado é o que mais intriga neste planeta. Ela foi descoberta por Herschel em 1789. A maior parte do que se sabe sobre ela foi obtida através de dados das sondas Voyagers.
Encélado tem 500 km de diâmetro. Comparada com nossa Lua, que tem 3476 km, é pequena. Ela reflete quase 100% da luz que recebe do Sol, sendo sua atmosfera formada por vapor de água (predominante), nitrogênio e metano.
Os gêiseres existentes nesta lua chamam a atenção dos cientistas. Eles estudam a razão de sua existência e o fato de ela dar origem a um dos sistemas de aneis deste planeta.
A sonda Huygens/Cassini foi enviada em 1997 com o propósito de investigar como se formaram os aneis deste planeta. A viagem demorou sete anos. A nave chegou em 2004, com o objetivo de orbitar o planeta por quatro anos.
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| Imagem da Sonda Cassini |
A sonda Huygens/Cassini é uma nave espacial formada por um orbitador (Cassini) e uma sonda (Huygens). Seu nome, além de ser uma homenagem a Huygens, também presta uma homenagem a Cassini, astrônomo italiano que descobriu um espaço vazio entre os dois aneis externos de Saturno. Este espaço hoje é conhecido como “Divisão de Cassini”.
Algumas descobertas recentes dizem que seus aneis estão em movimento com grande velocidade. Sua espessura é de alguns metros, considerada pequena quando comparada a seu diâmetro de 100.000km. Segundo os astrônomos, os aneis de Saturno podem ter se formado no tempo em que os dinossauros habitavam a Terra
Devido à importância dos conhecimentos sobre este planeta, voltaremos ao assunto futuramente, trazendo mais informações.
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