
quarta-feira, 25 de maio de 2011
CAMPISTA APLICA E GANHA ESPAÇO NO JORNAL EXTRA

Audiência pode mudar valores de contratos de clubes com a Globo

O valor que os clubes receberão da Rede Globo pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro poderá ser reajustado anualmente, conforme a audiência que cada time tiver na competição. A cláusula vale para todas as equipes. Procurada, a Globo limitou-se a dizer que os termos do contrato são confidenciais. As informações são da Folha de São Paulo.
Estão acertados com a Globo, Bahia, Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Inter, Palmeiras, Santos, São Paulo, Sport, Vasco e Vitória.
Contrato com a Rede TV! é anulado
Após uma longa batalha, o Clube dos 13 recuou e anunciou, em assembleia realizada no dia 3 de maio, que a licitação vencida pela Rede TV!, em março, seria desconsiderada. Desse modo, a Rede Globo terá os direitos de transmissão dos Campeonatos Brasileiros de 2012, 2013 e 2014.
TELEGRAMA: Quantas pessoas existem em 1 corpo?

terça-feira, 24 de maio de 2011
Dilma proíbe anistia e ameaça vetar código florestal

| Presidente mandou duro recado aos deputados federais. Afirmou que se for mantido o privilégio para os desmatadores não aprovará o texto de Aldo Rebelo. Ou os deputados mudam a proposta de reforma do Código Florestal que acordaram na semana passada ou a presidente Dilma Rousseff vetará o texto. Essa foi a orientação dada pela presidente, que diz não aceitar anistia a desmatadores nem redução das áreas de proteção de vegetação nativa nas propriedades rurais ou nas margens de rios e encostas. O endurecimento de Dilma se dá após a divulgação de que o desmatamento na Amazônia nos meses de março e abril aumentou quase 500% em relação ao ano passado.
Na última quarta-feira, partidos da base aliada e da oposição fecharam um acordo à revelia do governo, que considera consolidadas as ocupações em áreas de preservação permanentes (APPs) desmatadas até julho de 2008. A votação está marcada para amanhã, mas corre o risco de ser adiada mais uma vez.
O relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e parte dos aliados não aceitam as exigências do Planalto de proteção de vegetação nativa em parte de todas as propriedades e a recuperação de APPs às margens de rios e encostas.
Ontem, o Planalto confiava que havia margem de negociação para permitir que pequenos proprietários fossem dispensados de recompor a chamada reserva legal, de 20% a 80% dos imóveis rurais. Mas não abre mão de mudanças no acordo.
"A presidente não aceita nada que não esteja balizado pelo compromisso que ela assumiu em campanha", argumenta a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O compromisso foi expresso em carta à ex-candidata Marina Silva em 14 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno da eleição.
Para o Planalto, o acordo, além de quebrar um compromisso, deixaria a presidente numa posição delicada no comando da cúpula das Nações Unidas do ano que vem, a Rio+20.
Horas depois de Dilma ter avisado que não aceita a emenda, Rebelo divulgou carta aberta em que defende seu texto e afirma que não há anistia para desmatadores. "ONGs internacionais para cá despachadas pelos países ricos e sua agricultura subsidiada pressionam para decidir os rumos do nosso País. Eles já quebraram a agricultura africana e mexicana, com consequências sociais visíveis. Não podemos permitir que o mesmo aconteça no Brasil", escreveu Rebelo.
Dilma nunca recebeu o relator para tratar do Código. Ele discute o projeto com Palocci. (Jornal do Commércio-PE) | |
Número de desastres climáticos triplicou desde 1980

O número de desastres naturais registrados por ano nos países mais pobres do mundo mais que triplicou desde 1980, de acordo com um estudo da organização humanitária britânica Oxfam.
Segundo a organização, a média de desastres anuais passou de 133 há três décadas para 350 nos últimos anos, tendo em vista dados coletados em 140 países.
A análise concluiu que enquanto a ocorrência de desastres relacionados a eventos geofísicos – como terremotos, furacões e erupções vulcânicas – permaneceu praticamente constante, as catástrofes provocadas por enchentes e tempestades cresceram significativamente.
O resultado se deve principalmente ao aumento dramático do número de enchentes em todas as regiões do planeta e, em menor grau, à ocorrência de mais tempestades na África e nas Américas do Sul e Central.
Steve Jennings, autor do estudo, acredita que uma das razões desse crescimento seja o impacto das mudanças climáticas.
– Desastres ligados ao clima estão se tornando cada vez mais comuns e a situação deve se agravar no futuro, à medida que as mudanças climáticas intensificam ainda mais as catástrofes naturais –, afirmou.
– Mas é preciso deixar claro que não há nada de natural no fato de as pessoas pobres estarem na linha de frente das mudanças climáticas. Pobreza, má administração, investimentos precários em prevenção de desastres – tudo isso as deixa mais vulneráveis.
Ajuda humanitária
Para realizar a análise, a Oxfam considerou a definição de desastre como um evento em que 10 pessoas são mortas e 100 são afetadas ou ainda um evento que faz com que um governo declare estado de emergência ou solicite ajuda humanitária emergencial.
Segundo o estudo, nos últimos 30 anos, a população de países propensos a sofrerem desastres cresceu, o que significa que mais pessoas estão vulneráveis estes acontecimentos.
No entanto, a organização deixa claro que o aumento populacional interfere na tendência de crescimento dos desastres, mas não o explica completamente.
Da mesma maneira, o estudo leva em conta que a melhoria dos métodos de registro destas catástrofes climáticas também influenciam os resultados.
Um estudo da Oxfam feito em 2009 concluiu que em um ano típico, 250 milhões de pessoas eram afetadas por desastres naturais. A ONG estima que esse número deve subir para 375 milhões em 2015.
– O futuro será trágico para milhões de pessoas em países pobres, se não houver uma mudança drástica na maneira de se responder a esses desastres e se não houver progresso na redução da pobreza e na maneira de se lidar com as mudanças climáticas –, diz Jennings.
-correio do brasil-
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Um socorro pra lá de inesperado

domingo, 22 de maio de 2011
Ficha limpa para conseguir emprego divide opiniões

Nos tribunais de todo o Brasil, o tema é recorrente e funcionários que se sentem discriminados com a exigência do documento acabam ajuizando processos na Justiça do Trabalho para receber indenização por danos morais. No julgamento de duas recentes situações acerca da questão, o Tribunal Superior do Trabalho tomou decisões distintas, uma a favor e outra contra. (confira detalhes das decisões abaixo). Para o advogado Guilherme Mignone, do escritório Emerenciano, Baggio e Associados, a falta de entendimento sumulado no Tribunal Superior do Trabalho faz com que o julgador interprete da maneira mais adequada para a situação quando processos dessa natureza chegam à Justiça.
Mignone defende a exigência do documento para a contratação de funcionários e alega que a Constituição Federal garante o direito de petição e obtenção de certidões e prevê a impossibilidade de restrição a esse tipo de documento. “Como é possível contratar um funcionário que já foi preso por roubo para ocupar um cargo de segurança? É plenamente justificável que a empresa exija para o seu quadro profissional pessoas com bons antecedentes, assim como ocorre para o exercício de cargos públicos”, argumenta.
Para o advogado, mesmo que o emprego concorrido não tenha relação com o que consta na certidão de antecedentes criminais, a exigência do documento continua valendo e cabe à empresa decidir sobre a contratação do candidato. “Em situações na qual um candidato procura ocupar uma vaga em um cargo administrativo, por exemplo, e tem ficha suja por causa de uma briga de trânsito, não há porque não dar a oportunidade ao trabalhador. Mas é a empresa que decide o que fazer com o que consta no documento da pessoa”, aponta.
Já para a advogada Renata Fleury, do escritório Alino & Roberto e Advogados, o empregador que exige esse tipo de documento age de modo discriminatório. “Solicitar o nada consta criminal funciona com a intenção de eliminar candidatos a partir de uma condição que não está no rol de qualificações que costumam ser exigidas, como experiência e língua estrangeira, por exemplo. É uma forma de preconceito com quem já teve desvio de conduta em alguma situação da vida”, ressalta.
Renata defende que a exigência caracteriza discriminação e conduta vedada pela Constituição Federal, pois implica violação à dignidade, intimidade ou à vida dos trabalhadores. “Se a certidão for requerida em todas as seleções sem que seja considerada uma forma de discriminação, a reinserção no mercado de trabalho de um candidato com certidão positiva será dificultada e lhe sobrará apenas o retorno à criminalidade”, atesta.
O advogado Mignone destaca que a exigência da certidão não tem relação com preconceito e afirma ser necessário levantar a discussão sobre os requisitos para a contratação de funcionários. Ele também defende que as empresas devem respeitar os candidatos e manter suas informações em sigilo, caso o nada consta seja positivo. “Não se trata de preconceito por parte do empregador. Mas ninguém muda o que você fez no passado e a empresa tem todo o direito de exigir o documento para saber quem fará parte do quadro de colaboradores”, salienta.
Contratação
Há quatro anos, quando tentou uma vaga como auxiliar no setor de Auto Atendimento de um banco, Thamy Ribeiro, 23, teve de emitir e apresentar o nada consta criminal para concorrer à oportunidade. Thamy não concorda que a exigência do documento seja feita pelas empresas. “Eu poderia ter cometido um crime considerado leve, como uma briga de bar, por exemplo, e perder a chance de ser contratada por isso. Acho que a exigência pode ser usada para as empresas terem informações sobre os futuros funcionários, mas elas não devem utilizar isso como critério de seleção”, enfatiza.
Para Thamy, a exigência pode limitar a entrada de pessoas com certidão positiva no mercado de trabalho, já que, segundo ela, esta atitude funciona como um novo julgamento de quem tenta conseguir emprego. “O direito de saber é da empresa, mas a ação de julgar também é dela?”, argumenta.
A especialista de Recursos Humanos do Grupo Rhaiz Carmen Cavalcanti explica que cargos relacionados à segurança, operações bancárias, dados sigilosos e responsabilidade por pessoas indefesas são os que mais costumam exigir a certidão de antecedentes criminais. “Percebo que os candidatos a esses tipos de emprego costumam aceitar bem a exigência do documento por entenderem a necessidade do contratante. O ideal é que a empresa deixe claro o porquê da exigência. Tudo deve ser tratado com muita transparência”, destaca.
Segundo Carmen, a sociedade deve discutir mais sobre a reinserção de egressos do sistema carcerário. “A exigência não deixa de ser preconceito e as empresas continuam discriminando. Todo mundo tem o direito de recomeçar e entrar no mercado de trabalho é uma das formas que permitem que as pessoas retomem sua dignidade”, defende.
Conheça as duas últimas decisões do Tribunal Superior do Trabalho sobre o caso
Em outubro do ano passado, o Tribunal Superior do Trabalho rejeitou uma ação movida pelo Ministério Público do Paraná que pretendia impedir a exigência da apresentação de antecedentes criminais por parte de uma empresa de telefonia. Para o TST, a decisão da empresa foi baseada em critérios de segurança, uma vez que os funcionários têm acesso às residências de clientes para instalação de linhas telefônicas e as informações criminais podem evitar, por exemplo, a contratação de uma pessoa com antecedente de condenação por roubo.
Já em abril deste ano, também no Paraná, o TST concedeu o direito a indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil a uma trabalhadora porque lhe foi exigida a apresentação de certidão de antecedentes criminais para sua contratação em uma empresa de telefonia. O Tribunal Superior do Trabalho rejeitou os recursos de revista das empresas condenadas e manteve a decisão por entender que o cargo de teleatendimento de clientes não precisa exigir o documento e que colocaria em questão a honra do candidato.
Saiba como emitir sua certidão de antecedentes criminais
Interessados em obter a certidão de antecedentes criminais para apresentação em uma seleção de emprego podem emiti-la no site da Polícia Federal. A emissão é gratuita e o documento, que informa se há ou não registros criminais, possui validade de 90 dias.