quarta-feira, 25 de maio de 2011

CAMPISTA APLICA E GANHA ESPAÇO NO JORNAL EXTRA

CESTA BÁSICA COM PROMOÇÃO

Deu no jornal Extra desta segunda-feira, 23 de maio, na coluna Extra, Extra de Berenice Seara:

"Na hora do almoço

>Um cliente entrou com ação contra a maior rede de supermercados de Campos, alegando que, por causa de um atraso na entrega das compras,ele deixou de almoçar. Ficara sem ops ingredientes da refeição...
>A defesa feita pelo escritório de advocacia Miler, a partir da nota fiscal da compra, porém, provou que não havia um único ítem alimentício no carrinho do queixoso.
> O povo que se especializou na busca de indenização é capaz até de almoçar produtos de limpeza..."

POIS É, CAMPOS SEMPRE DESSE JEITO NA IMPRENSA DE FORA!!!

Audiência pode mudar valores de contratos de clubes com a Globo

O valor que os clubes receberão da Rede Globo pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro poderá ser reajustado anualmente, conforme a audiência que cada time tiver na competição. A cláusula vale para todas as equipes. Procurada, a Globo limitou-se a dizer que os termos do contrato são confidenciais. As informações são da Folha de São Paulo.

Nesta terça-feira, o São Paulo cedeu e acertou com a emissora carioca. Um dos últimos da Série A a assinar o contrato (faltam ainda Atlético-MG e Atlético-PR), o clube do Morumbi deve receber cerca de R$ 110 milhões anuais. O valor é semelhante ao que receberão Palmeiras, Santos e Vasco. Somente Flamengo e Corinthians arrecadarão mais.

O presidente do Tricolor, Juvenal Juvêncio, que até então defendia a licitação promovida pelo Clube dos 13 e vencida pela Rede TV!, elogiou rede de televisão. "É uma parceira histórica do futebol brasileiro. A possibilidade de poder estender essa parceria por mais quatro anos é, para o São Paulo, motivo de enorme satisfação. Estamos muito contentes com o grande resultado obtido nas negociações".

Estão acertados com a Globo, Bahia, Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Inter, Palmeiras, Santos, São Paulo, Sport, Vasco e Vitória.

Contrato com a Rede TV! é anulado

Após uma longa batalha, o Clube dos 13 recuou e anunciou, em assembleia realizada no dia 3 de maio, que a licitação vencida pela Rede TV!, em março, seria desconsiderada. Desse modo, a Rede Globo terá os direitos de transmissão dos Campeonatos Brasileiros de 2012, 2013 e 2014.

A emissora carioca não participou do processo organizado pela entidade e abordou diretamente os clubes, que acreditavam poder conseguir contratos mais vantajosos negociando individualmente. A Rede TV!, por sua vez, ofereceu R$ 1,548 bilhão para transmitir jogos de todas as equipes.

(jb)

TELEGRAMA: Quantas pessoas existem em 1 corpo?

Basta-me lembrar quem é ele.
Agora quer ser o novo líder da caminhada da família?
Plínio deve estar troncho no que não deve mais haver.
Cara de pau, falar em família!!!!!!!
Lembra de quantas você desmontou.
Fodeu mesmo!!!!!!!!!!!!
Coitada das pessoas que acreditam no SENHOR.
Principalmente a famiglia tão bela, que, inocentemente te ama.

joca muylaert

terça-feira, 24 de maio de 2011

Dilma proíbe anistia e ameaça vetar código florestal


Presidente mandou duro recado aos deputados federais. Afirmou que se for mantido o privilégio para os desmatadores não aprovará o texto de Aldo Rebelo.

Ou os deputados mudam a proposta de reforma do Código Florestal que acordaram na semana passada ou a presidente Dilma Rousseff vetará o texto. Essa foi a orientação dada pela presidente, que diz não aceitar anistia a desmatadores nem redução das áreas de proteção de vegetação nativa nas propriedades rurais ou nas margens de rios e encostas. O endurecimento de Dilma se dá após a divulgação de que o desmatamento na Amazônia nos meses de março e abril aumentou quase 500% em relação ao ano passado.

Na última quarta-feira, partidos da base aliada e da oposição fecharam um acordo à revelia do governo, que considera consolidadas as ocupações em áreas de preservação permanentes (APPs) desmatadas até julho de 2008. A votação está marcada para amanhã, mas corre o risco de ser adiada mais uma vez.

O relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e parte dos aliados não aceitam as exigências do Planalto de proteção de vegetação nativa em parte de todas as propriedades e a recuperação de APPs às margens de rios e encostas.

Ontem, o Planalto confiava que havia margem de negociação para permitir que pequenos proprietários fossem dispensados de recompor a chamada reserva legal, de 20% a 80% dos imóveis rurais. Mas não abre mão de mudanças no acordo.

"A presidente não aceita nada que não esteja balizado pelo compromisso que ela assumiu em campanha", argumenta a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O compromisso foi expresso em carta à ex-candidata Marina Silva em 14 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno da eleição.

Para o Planalto, o acordo, além de quebrar um compromisso, deixaria a presidente numa posição delicada no comando da cúpula das Nações Unidas do ano que vem, a Rio+20.

Horas depois de Dilma ter avisado que não aceita a emenda, Rebelo divulgou carta aberta em que defende seu texto e afirma que não há anistia para desmatadores. "ONGs internacionais para cá despachadas pelos países ricos e sua agricultura subsidiada pressionam para decidir os rumos do nosso País. Eles já quebraram a agricultura africana e mexicana, com consequências sociais visíveis. Não podemos permitir que o mesmo aconteça no Brasil", escreveu Rebelo.

Dilma nunca recebeu o relator para tratar do Código. Ele discute o projeto com Palocci.

(Jornal do Commércio-PE)

Número de desastres climáticos triplicou desde 1980


O número de desastres naturais registrados por ano nos países mais pobres do mundo mais que triplicou desde 1980, de acordo com um estudo da organização humanitária britânica Oxfam.

Segundo a organização, a média de desastres anuais passou de 133 há três décadas para 350 nos últimos anos, tendo em vista dados coletados em 140 países.

A análise concluiu que enquanto a ocorrência de desastres relacionados a eventos geofísicos – como terremotos, furacões e erupções vulcânicas – permaneceu praticamente constante, as catástrofes provocadas por enchentes e tempestades cresceram significativamente.

O resultado se deve principalmente ao aumento dramático do número de enchentes em todas as regiões do planeta e, em menor grau, à ocorrência de mais tempestades na África e nas Américas do Sul e Central.

Steve Jennings, autor do estudo, acredita que uma das razões desse crescimento seja o impacto das mudanças climáticas.

– Desastres ligados ao clima estão se tornando cada vez mais comuns e a situação deve se agravar no futuro, à medida que as mudanças climáticas intensificam ainda mais as catástrofes naturais –, afirmou.

– Mas é preciso deixar claro que não há nada de natural no fato de as pessoas pobres estarem na linha de frente das mudanças climáticas. Pobreza, má administração, investimentos precários em prevenção de desastres – tudo isso as deixa mais vulneráveis.

Ajuda humanitária

Para realizar a análise, a Oxfam considerou a definição de desastre como um evento em que 10 pessoas são mortas e 100 são afetadas ou ainda um evento que faz com que um governo declare estado de emergência ou solicite ajuda humanitária emergencial.

Segundo o estudo, nos últimos 30 anos, a população de países propensos a sofrerem desastres cresceu, o que significa que mais pessoas estão vulneráveis estes acontecimentos.

No entanto, a organização deixa claro que o aumento populacional interfere na tendência de crescimento dos desastres, mas não o explica completamente.

Da mesma maneira, o estudo leva em conta que a melhoria dos métodos de registro destas catástrofes climáticas também influenciam os resultados.

Um estudo da Oxfam feito em 2009 concluiu que em um ano típico, 250 milhões de pessoas eram afetadas por desastres naturais. A ONG estima que esse número deve subir para 375 milhões em 2015.

– O futuro será trágico para milhões de pessoas em países pobres, se não houver uma mudança drástica na maneira de se responder a esses desastres e se não houver progresso na redução da pobreza e na maneira de se lidar com as mudanças climáticas –, diz Jennings.

-correio do brasil-

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um socorro pra lá de inesperado


Ontem fui levar umas aparas de pinus e eucalipto para uma farra gastronômica na casa do nosso amigo Orlando Sá. Uma improvisada costela com aipim no fogão a lenha. Só não sabia que a barriga a esquentar seria a minha. Mas valeu muito. Embora sem estar atualizado com as coisas da cozinha e muitas dores nas costas, foram algumas horas de tremendo relaxamento e ótimos papos. O resultado? aprovado pelos que — regados ao molho da fome e à ansiedade da espera — se deleitaram com os pedacinhos de boi morto. Particularmente, preferi ficar nos saborosos toletes de aipim.
Numa das idas à quitanda para encontrar tempero verde, um pneu ficou pra trás. Não fosse o jovem e disposto Demaco, arrastaria aquela roda até a casa do Landinho. Tudo resolvido? Voltemos ao bom fogão a lenha. Borracheiro? Amanhã a gente vê isso. Afinal, está na minha hora de testar essa perna de pedreiro. Resultado: cheguei em casa beirando a meia-noite, um pit stop rápido na Toca e cama.
No outro dia, manhã agitada. Médico, exames, autorizações, banco...ufa. Às cinco, pegar a avó das meninas na geriatra e descarregar no São José. E vamu que vamu com esse transitinho calmante. Daqui a pouco tem Cordel Encantado e quero saber se Açucena vai virar Aurora ou vai mesmo continuar a doce e pura sertaneja.
Eta cacete!!! Foguete a uma horas dessas?!? O pessoal da prefeitura gosta mesmo de um barulho pra dizer que está inaugurando um banco de praça. Gasta mais com fogos do que com o próprio banco.... mas, eta língua, chicote da bunda. Foi o outro pneu que estourou bem em frente à upa da 101. Pronto. 'Tô frito, sem estepe e em rodovia federal. Trânsito intenso do final da tarde...Multa, carro rebocado e eu de bengala "sentado à beira do caminho".
Pensa rápido e dá um jeito. Despacha a dona de táxi e se vira. Em tempo de celular tudo fica mais fácil. Será? Flávio, meu filho, sabe a hora certinha de atender celular. Se for um churrasco um toque é o suficiente. Mas como não era, tocou, tocou até cair.
Zezé fora de área. Raphael, nada. A noiva de um amigo passa no trânsito complicado, porém lento, mas deu perfeitamente para ela perceber a minha necessidade de socorro. Que nada, hoje cedo me telefonou e falou acerca do ciúme do noivo gordo e da sua proibição de ajudar mesmo a amigos no trânsito. Segundo ela, ele acha que pode rolar um flerte oportunista. Tadinho!
A noite se fez presente. Eu ali bem naquele entrocamento doido da br. Uns que descem a ponte querendo pegar em direção ao Fundão disputando com os carros que vêm em sentido contrário na br e entram em preferência na mesma rua. Resultado: buzinaço, discussões e muita, muita poluição. Quer saber? Vou fechar o carro. Pegar um táxi e voltar amanhã. Afinal estava bem na ruazinha abaixo da br, bem abaixo de um poste de iluminação. Mas... cadê coragem?
Uma última tentativa: as lojas de pneus. Sem catálogo, é lógico, pedi a minha filha que pesquisasse e me enviasse em mensagem para o celular. Confesso que fui telefonando de acordo com a ordem que ela me enviou. As quatro primeiras chamadas foram para grandes lojas de rede. Todas garantiram não ter serviço de socorro. Que eu deveria tentar um reboque e levar o carro até a loja, etc, etc.
Na quinta tentativa leio Abud Pneus. Vamos ver.
—"Abud Pneus, Boa noite". Comecei a narrar a situação. Confesso que meio desesperançoso. De repente fui interrompido.
—"Senhor, tente me explicar aonde o senhor está exatamente. Me dê um ponto de referência". Automaticamente comecei a falar. Na pista debaixo da 101, pouco após a UPA... Do outro lado confirmaram o modelo do carro e uma voz tranquilizadora pediu que eu tivesse calma que já estavam chegando. Mas pobre quando vê esmola demais desconfia. Ia mesmo era pegar um táxi e deixar o barco correr...
Enquanto ainda tentava contato com uma central de táxi, todas congestionadas - afinal, está mais fácil pegar táxi no Rio do que aqui na hora de pico - uma buzina dá um sutil toque ao meu lado e o carona, já descendo, pergunta: "Demorei?". Confesso que não acreditaria se não estivesse ali presenciando o motorista que já descera e se dirigira para o porta-malas para pegar macaco, pneu montado, chave de roda e, até triângulo para segurança. Tudo isso não durou 15 minutos, entre o telefonema e eu já estar dentro do carro a caminho de casa.
Toda esta prestimosidade não se deu com uma empresa que investe em grandes campanhas publicitárias. Mas uma empresa genuinamente campista. Que mantém o espírito de nossa gente. Primeiro resolver o problema do vizinho, depois a gente vê.
No outro dia passei na ABUD PNEUS para devolver o seu conjunto e resolver a minha vida pneumática. Só aí pude entender por que a loja está sempre repleta de amigos e clientes. Uns comprando, outros que passavam por ali, paravam para um simples cumprimento e um café fresco.
Parabéns ao Abud e ao seu filho, que ainda guardam o jeito campista de ser comerciante.
Ali sim, eu posso falar: Uma empresa de campistas, com jeito campista, para os campistas.

domingo, 22 de maio de 2011

Ficha limpa para conseguir emprego divide opiniões

Advogados expõem visões divergentes sobre a exigência de certidão de antecedentes criminais para contratação de funcionários. Decisões do Tribunal Superior ainda não são unânimes

É chegada a hora de tentar uma vaga de emprego e você se depara com a relação de documentos que deve apresentar para concorrer à contratação. Não se assuste se entre eles estiver a certidão de antecedentes criminais, mais conhecida como nada consta criminal. Esse documento informa a empresa contratante sobre a existência ou não de registros criminais de candidatos e está relacionado na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como um dos documentos que podem ser solicitados pelas empresas no processo de admissão de funcionários. Como ainda não há lei específica a respeito do assunto, trabalhadores ainda se perguntam se a exigência da certidão é positiva ou não.

Nos tribunais de todo o Brasil, o tema é recorrente e funcionários que se sentem discriminados com a exigência do documento acabam ajuizando processos na Justiça do Trabalho para receber indenização por danos morais. No julgamento de duas recentes situações acerca da questão, o Tribunal Superior do Trabalho tomou decisões distintas, uma a favor e outra contra. (confira detalhes das decisões abaixo). Para o advogado Guilherme Mignone, do escritório Emerenciano, Baggio e Associados, a falta de entendimento sumulado no Tribunal Superior do Trabalho faz com que o julgador interprete da maneira mais adequada para a situação quando processos dessa natureza chegam à Justiça.

Mignone defende a exigência do documento para a contratação de funcionários e alega que a Constituição Federal garante o direito de petição e obtenção de certidões e prevê a impossibilidade de restrição a esse tipo de documento. “Como é possível contratar um funcionário que já foi preso por roubo para ocupar um cargo de segurança? É plenamente justificável que a empresa exija para o seu quadro profissional pessoas com bons antecedentes, assim como ocorre para o exercício de cargos públicos”, argumenta.

Para o advogado, mesmo que o emprego concorrido não tenha relação com o que consta na certidão de antecedentes criminais, a exigência do documento continua valendo e cabe à empresa decidir sobre a contratação do candidato. “Em situações na qual um candidato procura ocupar uma vaga em um cargo administrativo, por exemplo, e tem ficha suja por causa de uma briga de trânsito, não há porque não dar a oportunidade ao trabalhador. Mas é a empresa que decide o que fazer com o que consta no documento da pessoa”, aponta.

Já para a advogada Renata Fleury, do escritório Alino & Roberto e Advogados, o empregador que exige esse tipo de documento age de modo discriminatório. “Solicitar o nada consta criminal funciona com a intenção de eliminar candidatos a partir de uma condição que não está no rol de qualificações que costumam ser exigidas, como experiência e língua estrangeira, por exemplo. É uma forma de preconceito com quem já teve desvio de conduta em alguma situação da vida”, ressalta.

Renata defende que a exigência caracteriza discriminação e conduta vedada pela Constituição Federal, pois implica violação à dignidade, intimidade ou à vida dos trabalhadores. “Se a certidão for requerida em todas as seleções sem que seja considerada uma forma de discriminação, a reinserção no mercado de trabalho de um candidato com certidão positiva será dificultada e lhe sobrará apenas o retorno à criminalidade”, atesta.

O advogado Mignone destaca que a exigência da certidão não tem relação com preconceito e afirma ser necessário levantar a discussão sobre os requisitos para a contratação de funcionários. Ele também defende que as empresas devem respeitar os candidatos e manter suas informações em sigilo, caso o nada consta seja positivo. “Não se trata de preconceito por parte do empregador. Mas ninguém muda o que você fez no passado e a empresa tem todo o direito de exigir o documento para saber quem fará parte do quadro de colaboradores”, salienta.

Contratação

Há quatro anos, quando tentou uma vaga como auxiliar no setor de Auto Atendimento de um banco, Thamy Ribeiro, 23, teve de emitir e apresentar o nada consta criminal para concorrer à oportunidade. Thamy não concorda que a exigência do documento seja feita pelas empresas. “Eu poderia ter cometido um crime considerado leve, como uma briga de bar, por exemplo, e perder a chance de ser contratada por isso. Acho que a exigência pode ser usada para as empresas terem informações sobre os futuros funcionários, mas elas não devem utilizar isso como critério de seleção”, enfatiza.
Para Thamy, a exigência pode limitar a entrada de pessoas com certidão positiva no mercado de trabalho, já que, segundo ela, esta atitude funciona como um novo julgamento de quem tenta conseguir emprego. “O direito de saber é da empresa, mas a ação de julgar também é dela?”, argumenta.
A especialista de Recursos Humanos do Grupo Rhaiz Carmen Cavalcanti explica que cargos relacionados à segurança, operações bancárias, dados sigilosos e responsabilidade por pessoas indefesas são os que mais costumam exigir a certidão de antecedentes criminais. “Percebo que os candidatos a esses tipos de emprego costumam aceitar bem a exigência do documento por entenderem a necessidade do contratante. O ideal é que a empresa deixe claro o porquê da exigência. Tudo deve ser tratado com muita transparência”, destaca.

Segundo Carmen, a sociedade deve discutir mais sobre a reinserção de egressos do sistema carcerário. “A exigência não deixa de ser preconceito e as empresas continuam discriminando. Todo mundo tem o direito de recomeçar e entrar no mercado de trabalho é uma das formas que permitem que as pessoas retomem sua dignidade”, defende.

Conheça as duas últimas decisões do Tribunal Superior do Trabalho sobre o caso

Em outubro do ano passado, o Tribunal Superior do Trabalho rejeitou uma ação movida pelo Ministério Público do Paraná que pretendia impedir a exigência da apresentação de antecedentes criminais por parte de uma empresa de telefonia. Para o TST, a decisão da empresa foi baseada em critérios de segurança, uma vez que os funcionários têm acesso às residências de clientes para instalação de linhas telefônicas e as informações criminais podem evitar, por exemplo, a contratação de uma pessoa com antecedente de condenação por roubo.

Já em abril deste ano, também no Paraná, o TST concedeu o direito a indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil a uma trabalhadora porque lhe foi exigida a apresentação de certidão de antecedentes criminais para sua contratação em uma empresa de telefonia. O Tribunal Superior do Trabalho rejeitou os recursos de revista das empresas condenadas e manteve a decisão por entender que o cargo de teleatendimento de clientes não precisa exigir o documento e que colocaria em questão a honra do candidato.

Saiba como emitir sua certidão de antecedentes criminais
Interessados em obter a certidão de antecedentes criminais para apresentação em uma seleção de emprego podem emiti-la no site da Polícia Federal. A emissão é gratuita e o documento, que informa se há ou não registros criminais, possui validade de 90 dias.
(Correio Braziliense)