segunda-feira, 28 de abril de 2014

Transporte público em Campos dos Goitacá RJ

Se o transporte coletivo a 1 real, pela sua eficiência e qualidade é uma das fortes bandeiras do governo municipal de Campos dos Goitacá -interior do estado do Rio - por que então uma greve geral no setor e a existência de inúmeras vans para suprir vácuo deixado pelas empresas concessionárias?

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O que querem com a Educação em Campos - RJ?


A Secretaria Municipal de Educação, assim como o governo municipal de Campos dos Goitacá — interior do estado do Rio de Janeiro —, estão cortando um dobrado para manter nos cargos os diretores de escolas e creches de boa índole, verdadeiramente comprometidos com uma Rede Municipal de Educação séria e eficiente.
Na realidade, os diretores que eram indicados politicamente não foram muito felizes nas urnas, embora muitos ainda permaneçam. Já a maioria daqueles que legitimaram pelo voto as cadeiras pelo reconhecimento das comunidades com firme responsabilidade junto à Educação não têm conseguido mover uma pedra sequer. A estas, só palha. Em grande parte dos estabelecimentos falta de tudo, do  material pedagógico ao uniforme, passando pelo material básico para a higiene.
"A falta de professores, pessoal de secretaria e apoio educacional e logístico é tudo para inviabilizar qualquer projeto que se queira, no mínimo, adjetivar de 'Sério para a Educação" — desabafou-me uma particular amiga que trabalha há anos numa das sofridas unidades do município.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Protestos pela melhoria do transporte coletivo em Campos-RJ se intensificam.



Nesta onda crescente de protestos pela melhoria da qualidade dos transportes em Campos dos Goitacá - RJ, em vários pontos distintos e distantes do município, podemos nos certificar do péssimo desserviço do governo municipal. Chama também a atenção para o fato de poder estar sendo instigada por setores que querem uma resposta conveniente aos seus interesses e estas manifestações funcionariam como pretexto. Há anos uma grande empresa tenta entrar para dominar o transporte urbano em Campos, com total apoio de quem espera por ela $er apoiado.
Que sejam manifestações oriundas das necessidades da própria população. Vale a grita!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

No dia do jornalista: Jornalismo e democracia

Por *Alfredo Vizeu e *Heitor Rocha em 05/10/2010


Em época de eleições...
A imprensa é vista da nação. Por ela é que a nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devasssa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam. Percebe onde a alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa e se acautela do que a ameaça. A afirmação de Ruy Barbosa em defesa do Jornalismo é esclarecedora neste momento em que a ética e a busca da verdade dos fatos, singularidades do campo jornalístico, cedem lugar, na arena política, a outros interesses que não os da veracidade dos fatos.
A preocupação em bem informar foi abandonada por alguns jornais e revistas durante o período eleitoral em detrimento de uma candidatura em benefício de outra no que alguns denominaram de "golpe midiático". Não somos daqueles que identificam uma atitude conspiratória da imprensa até porque temos uma fé inabalável neste país e no seu povo, do qual fazemos parte com muito orgulho. Povo que, contra alguns setores da imprensa, defendeu e lutou pela volta das eleições diretas e elegeu um presidente forjado no cotidiano da gente simples deste país. Com certeza, isso incomoda as classes dominantes. O Jornalismo não é o quarto poder e nem onipotente, tem que se submeter ao escrutínio da sociedade, como qualquer instituição democrática.
No entanto, causam-nos preocupação alguns fatos que ocorrem aqui e ali, como a recente reunião promovida pelo Clube Militar sobre a liberdade de imprensa. Sob o título "A Democracia Ameaçada – Restrições à liberdade de Expressão", o encontro, que contou com a quase totalidade de militares da reserva na platéria, ouviu os jornalistas Merval Pereira, de O Globo; Reinaldo Azevedo, da revista Veja, e Rodolfo Machado, diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
Humanização é um fator central
Sem dúvida, militares e jornalistas têm todo o direito de se reunirem para debater a liberdade de imprensa. Estamos numa sociedade democrática. No entanto, eventos como esse não deixam de trazer um incômodo e más lembranças de um período em que a imprensa foi silenciada pela ditadura militar. Um tempo em que empresários, empresas jornalísticas e militares, sob a alegação do "fantasma do comunismo", aliaram-se para dar o golpe militar de 64 que, durante anos, calou o Brasil. Felizmente os tempos são outros. Temos certeza de que os antigos aliados têm bem claro que vivemos hoje um novo quadro neste país e que mais do nunca é preciso defender a democracia.

Lembramos que o Código de Ética da Associação Nacional de Jornais (ANJ) nos seus preceitos, é bem objetivo quanto ao compromisso das empresas jornalísticas de defesa da democracia. É dever das mesmas manter sua independência, apurar e publicar a verdade dos fatos de interesse público, não admitindo que sobre eles prevaleçam quaisquer interesses, defender os direitos do ser humano, os valores da democracia representativa e a livre democracia bem como assegurar o acesso de seus eleitores às diferentes versões dos fatos e às diversas tendências de opinião da sociedade. Consideramos que não se trata de uma simples declaração de intenções, mas de uma meta a ser cumprida. Caso não fosse assim, cairíamos na chamada "razão cínica"como as promessas de palanque de alguns políticos que passadas as eleições esquecem do que prometeram.
Para nós é imprescindível que a imprensa brasileira se fundamente nos seguintes aspectos, não como uma possibilidade, mas como um dever inalienável: o ser humano é a norma no uso dos meios de comunicação; todo e qualquer princípio moral referido aos meios deve apoiar-se na dignidade e no valor da pessoa humana, que se realiza no âmbito da comunicação. A humanização coloca-se como um fator central dos meios de comunicação social e, tendo o bem comum como valor decisivo, tudo que eles realizam deve passar pelo seu crivo.
Um compromisso com a verdade, a ética, a liberdade e a democracia
Dentro desse contexto, é básica, o que não vem ocorrendo em alguns jornais e revistas, a preocupação com a verdade dos fatos e a objetividade jornalística que têm por princípios a ética e a investigação. Nesse sentido para termos uma boa informação que contribua para o esclarecimento dos cidadãos e das cidadãs, é necessário que as empresas jornalísticas ao cobrirem os fatos não façam uma apresentação parcial da realidade; não distorçam os fatos mediante a acentuação dos aspectos que provocam reações emocionais, não racionais, na linha de uma exacerbação desproporcional de interesses (o sensacionalismo).
É preciso ter cuidado com o "silêncio". Ou seja, suprimir determinadas informações cujo conhecimento poria em dúvida o quadro ideológico sustentado pelos detentores dos meios de comunicação social. É preciso também não fazer eco de rumores sem base, que pelas características do seu conteúdo não são passíveis de comprovação. É importante ainda, como disse Paulo Freire, estabelecermos uma vigilância constante sobre a nossa atividade pensante para que não se adote sob o tom de uma marcada, ainda que aparente imparcialidade, afirmações claramente imparciais ou interesseiras.
Por fim, duas preocupações que precisam ser centrais no Jornalismo: devemos ficar alertas para as chamadas "amostragens insuficientes", que dão a impressão de que se apresenta um estado majoritário de opinião pública a partir de entrevistas realizadas com um pequeno número de pessoas unilateralmente selecionadas. A outra é usar de fatos parciais generalizando abusivamente acontecimentos que, por sua natureza e características, são individuais. Isso pode ser feito diretamente ou apresentando séries de notícias de tal maneira que o próprio usuário generalize de forma positiva criando estereótipos favoráveis de uma realidade pessoal ou grupal, ou negativa elaborando estereótipos desfavoráveis a esta mesma realidade.

Poderíamos listar aqui mais uma série de preceitos que podem garantir uma informação jornalística comprometida com a busca da verdade dos fatos e a ética da atividade. Acreditamos que elas já são um convite a uma reflexão sobre a centralidade do Jornalismo nas sociedades democráticas. Para concluir, entendemos que o Jornalismo ético é uma utopia a ser perseguida diariamente. Como disse Paulo Freire: "...o utópico não é o irrealizável; a utopia não é o idealismo, é a dialetização dos atos de denunciar a estrutura desumanizante e anunciar a estrutura humanizante. Por esta razão, a utopia é também um compromisso histórico". O Jornalismo é utopia realizável de um compromisso histórico com a verdade, a ética, a liberdade e a democracia.
*Jornalistas e professores do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco

segunda-feira, 31 de março de 2014

quinta-feira, 27 de março de 2014

Falta de orientação para clientes do SuperBom da Alberto Torres interfere no trânsito.


A cada dia o trânsito em Campos dos Goitacá - RJ está mais lento e sufocado. Diversas são as causas. Além da grande quantidade de veículos — dos caminhões às bicicletas que trafegam juntos — claramente pela ausência de transporte coletivo, aumenta também a falta de paciência, descarregada nas buzinas e no permanente trocar de faixas — estas também raras nas pistas de rolagem no município, o que dificulta ainda mais a ordem, entre tantos outros motivos. 
Sem dúvida a falta de agentes orientando e organizando o trânsito é facilmente percebida, o que facilita os mais diversos tipos de infrações. Não há uma política de transporte e o resultado é o caos diário, principalmente quando se percebe que a maioria dos carros servem, geralmente, ao próprio condutor.
Mas iniciativas simples em pontos de reconhecidos estrangulamentos poderiam minimizar o problema. Cito por exemplo o gargalo formado na confluência das Avenidas Alberto Torres e 28 de Março, que promove diariamente, principalmente no final da tarde, um verdadeiro entupimento nas vias em seu entorno. Refletindo até mesmo no sistema 'onda verde' da Alberto Torres — quando raramente os sinais estão sincronizados.
Porém o que mais chama a atenção é a entrada e saída de veículos de um supermercado localizado exatamente no entrocamento e, por sua vez, ponto de desafogamento do gargalo. A entrada, naturalmente por seguir o fluxo, não interfere tanto quanto a saída dos veículos daquele estabelecimento comercial. Porém, se a prefeitura sacrificasse algumas vagas em frente ao estacionamento, ao longo da Alberto Torres, transformando este espaço em recuo encostado ao meio-fio, para entrada no supermercado, promoveria um fluxo com mais agilidade, evitando que estes, paralisassem ou diminuíssem a fluidez do tráfego. 
Culpa maior dos usuários que insistem em cruzar a Alberto Torres diretamente, ao sair do supermercado, para alcançar a 28 de Março, quando ali o fluxo é permanente, ora para os veículos que trafegam na Alberto Torres, ora para os da 28 de Março — ambos em direção ao Parque Leopoldina.
O impressionante é a total falta de orientação para o condutor/usuário que deixa o supermercado. Bastaria uma sinalização indicando que o veículo deve seguir à direita, contornando o pequeno quarteirão e alcançando a antiga Álvaro Tâmega, o que o permite trafegar tranquilamente para qualquer parte. Seja seguir em frente ou pegar novamente a 28 de Março, desta forma respeitando o trânsito e a sinalização com civilidade. Simples assim!!!!
O curioso é que há muito tempo existe uma câmera de monitoramento da Prefeitura bem ao lado, no poste dentro do supermercado, que deveria servir para este tipo de análise — ou não?... Na verdade, constata-se a falta de atenção com pequenas medidas que, além de melhorarem o trânsito naquele local, obrigariam os incautos, ou melhor, os motoristas a exercerem apenas o que lhes é permitido, contribuindo assim para a melhoria do trânsito, já que a prática do cruzamento indevido é permitida, a medida em que não haja regra.
Ao supermercado cabe, por exemplo, o recuo da cabine do controlador. Esta deve ficar mais afastada do portão, pois o usuário é obrigado a parar na entrada para receber um cartão que até agora não se conhece a finalidade (recebe-se na entrada e devolve-se na saída). Simplesmente. Essa parada na entrada também contribui e em muito para o engarrafamento.
Mas o que faz o setor responsável pelo trânsito da cidade que não percebe esses pequenos equívocos? 
E a administração do supermercado que, ao que parece, não se interessa em concertar o que acontece na sua casa e prejudica grande parte da comunidade? Ou então, desculpem se não perceberam o óbvio.