terça-feira, 25 de março de 2014

Dr. José Ronaldo Saad: AINDA O NOSSO RIO

Dr. José Ronaldo Saad

Pensei numa hipótese para definir com maior equanimidade o aproveitamento das águas do nosso Rio Paraíba do Sul. Para sua ponderação.
Seria uma consideração percentual sobre as contribuições hídricas das respectivas bacias hidrográficas que o formam: a de São Paulo, a de Minas Gerais e a do Rio de Janeiro.
Por essa sugestão, o naturalmente complexo equacionamento do rateio sobre a utilização das águas levaria em conta, necessariamente, essas variáveis.
Seria, possivelmente, um ponto de partida para limitar o esperado prejuízo de nossa região que, lamentavelmente, não conta com a força nem com a atuação dos políticos dos demais estados.
E a São Paulo, que nos ameaça mais fortemente pela sua formidável necessidade de água, a utilização ficaria limitada à participação de sua bacia na gênese do rio.

A bacia do rio Paraíba do Sul tem uma área total de 554.00 km². Inclui territórios dos estados de São Paulo(135.00 km²), Rio de Janeiro (210.00 km²) e Minas Gerais (209.00 km²).
Respectivamente, 24%, 38% e 38%, (porém, em área).
Como o Pomba e o Muriaé são, de longe, os maiores de seus afluentes, a contribuição volumétrica da bacia paulista presumo ser insignificante em relação ao todo. (Isso carece de ser melhor verificado).
Se a idéia for legítima e razoável, pelo menos se remeteria a discussão para uma decisão com base predominantemente técnico-matemática, a evitar o extremo perigo que, desafortunadamente, significaria termos de delegar essa relevantíssima missão aos nossos representantes nos legistativos estadual e federal.
A PROPÓSITO, QUANDO É QUE AS AUTORIDADES DOS DOIS MUNICÍPIOS LITORÂNEOS DA BACIA VÃO ACORDAR PARA A GRAVIDADE DESSE ASSUNTO E DA AMEAÇA QUE PAIRA SOBRE SUAS POPULAÇÕES/TERRITÓRIOS E IRÃO SE MANIFESTAR COM, QUEM SABE, UMA MEDIDA CAUTELAR NO JUDICIÁRIO?)
A matéria abaixo (fonte: Wikipédia) oferece alguns valores, embora não possa garantir se com absoluta fidelidade.
Saudações
Jose Ronaldo Saad

rio Paraíba do Sul é um riobrasileiro que banha os estados de São PauloRio de Janeiro e Minas Gerais. O rio atravessa a conhecida região sócio-econômica do Vale do Paraíba, sendo o rio mais importante do estado do Rio de Janeiro.
O rio Paraíba do Sul é formado pela confluência dos rios Paraitinga e Paraibuna.
Considerando sua nascente mais afastada da foz, o rio Paraíba do Sul nasce na Serra da Bocaina, no Estado de São Paulo, com o nome de rio Paraitinga, recebendo o nome rio Paraíba do Sul na confluência com o Paraibuna, na Represa de Paraibuna. Perfaz um percurso total de 1.137 km1 , desde a nascente do rio Paraitinga até a foz em Atafona (São João da Barra), no Norte Fluminense.
Os principais afluentes do rio Paraíba do Sul são o Jaguari, o Buquira, o Paraibuna, o Piabanha, o Pomba e o Muriaé. Esses dois últimos são os maiores e deságuam, respectivamente, a 140 e a 50 quilômetros da foz. Entre os sub-afluentes, está o rio Carangola, importante rio da bacia do rio Paraíba do Sul, posto que serve a duas unidades da federação, o Estado de Minas Gerais e o Estado do Rio de Janeiro.


Rio Paraíba do Sul
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Bacia_leste.jpg/450px-Bacia_leste.jpg
Bacia do leste
1.137 km
Nascente
Antecedido pelo rio Paraibuna na Serra da Bocaina, município de Paraibuna
Altitude da nascente
1.800 m
Débito médio
1 118 m³/s
56.500 km²
Afluentes
principais
País(es)
BACIA
A bacia do rio Paraíba do Sul tem uma área de 56.500 km², abrangendo não só as regiões do Vale do Paraíba Paulista eFluminense, mas também o Noroeste Fluminense e grande parte da Zona da Mata Mineira. O território da bacia banha 88 municípios em Minas Gerais, 57 no Rio de Janeiro e 39 em São Paulo.3

Principais municípios situados na bacia hidrográfica do Paraíba do Sul
Em São Paulo
Em Minas Gerais
No Rio de Janeiro
São João da Barra, onde se localiza a foz do rio Paraíba do Sul, na praia de Atafona

(Repare que São Francisco de Itabapoana não é citado. E a foz do Rio Paraíba também está contida no seu território. Inclusive, a Ilha de Convivência, que lhe pertence, vem sendo severamente atingida pelo mar.)
Trecho paulista da bacia do Paraíba do Sul
(Conforme: Decreto nº 10.755, de 22 de novembro de 1977 - Governo do Estado de São Paulo)
1.7 - Da Bacia do Rio Paraíba:
a) Córrego da Tabuleta e todos os seus afluentes até a confluência com o Ribeirão Benfica, no Município de Piquete;
b) Ribeirão da Água Limpa e todos os seus afluentes até a confluência com o Ribeirão da Saudade, inclusive, no Município deCruzeiro;
c) Ribeirão Benfica e todos os seus afluentes até a confluência com o Córrego da Tabuleta, no Município de Piquete;
d) Ribeirão dos Buenos ou dos Moreiras e todos os seus afluentes até a confluência com o Ribeirão dos Guarulhos, no Município de Pindamonhangaba;
e) Ribeirão Grande e todos os seus afluentes até a confluência com o Córrego do Cachoeirão, no Município de Pindamonhangaba;
f) Ribeirão da Limeira e todos os seus afluentes até a confluência com o Ribeirão do Ronco, na divisa dos Municípios de Piquete eLorena;
g) Ribeirão dos Lopes e todos os seus afluentes da margem esquerda até a confluência com o Córrego do Goiabal, inclusive, no Município de Cruzeiro;
h) Ribeirão do Ronco e todos os seus afluentes até a confluência com o Ribeirão da Limeira, na divisa dos Municípios de Piquete e Lorena;
i) Ribeirão do Sertão e todos os seus afluentes até a cota 760, no Município de Piquete;
j) Ribeirão do Taquaral ou do Peixe e todos os seus afluentes até a con-fluência com o Rio Guaratinguetá, no Município deGuaratinguetá;
I) Rio Buquira ou Ferrão e todos os seus afluentes até o Córrego do Bengala, inclusive, no Município de São José dos Campos;
m) Rio Claro e todos os seus afluentes até a confluência com o Córrego Curape, inclusive, na divisa dos Municípios de Lavrinhas eQueluz;
n) Rio das Cruzes e todos os seus afluentes até a confluência com o Córrego da Cascata, inclusive, no Município de Queluz;
o) Rio Entupido e todos os seus afluentes até a confluência com o Córrego Bela Aurora, inclusive, no Município de Queluz;
p) Rio Guaratinguetá e todos os seus afluentes até a confluência com o Ribeirão do Taquaral ou do Peixe, no Município de Guaratinguetá;
q) Rio Jacú e todos os seus afluentes até a confluência com o Ribeirão do Braço, inclusive, no Município de Lavrinhas;
r) Rio Jaguari e todos os seus afluentes, exceto o Ribeirão Araquara, até a sua barragem, no Município de Igaratá;
s) Rio Paraíba, inclusive seus formadores Paraitinga e Paraibuna, e todos os seus respectivos afluentes, até a barragem de Santa Branca, no Município de Santa Branca;
t) Rio Piagüi e todos os seus afluentes da margem direita até a confluência com o Córrego Caracol, inclusive, no Município de Guaratinguetá;
u) todos os afluentes da margem esquerda do Rio Piagui até a confluência com o Rio Batista, inclusive, no Município de Guaratinguetá;
v) todos os afluentes da margem esquerda do Rio Piquete até a confluência com o Ribeirão Passa Vinte, na divisa dos Municípios de Cachoeira Paulista e Cruzeiro;
x) Rio Piracuama e todos os seus afluentes até a confluência com o Ribeirão do Machado, no Município de Tremembé.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/95/SaoPaulo_Meso_ValedoParaibaPaulista.svg/420px-SaoPaulo_Meso_ValedoParaibaPaulista.svg.png
Mesorregiões limítrofes
16.179,947 km²
  
2.258.956 hab. est. IBGE/2009
139,6 hab/km²
Indicadores
R$ 52.277,084,679 IBGE/2007
R$ 23.298,00 IBGE/2007


segunda-feira, 24 de março de 2014

Uma frase:

 
"Infelizmente os legislativos brasileiros, sejam as câmaras municipais, assembleias estaduais, câmara federal e senado, na sua maioria, vivem das migalhas que caem das mesas dos executivos"

Eduardo Jorge, em seu discurso no sábado, na Assembléia Legislativa paulista, em lançamento da sua pré-candidatura à presidência da República

quarta-feira, 19 de março de 2014

O atento engenheiro José Ronaldo preocupado com nova possível sangria no sofrido Paraíba

Clique na imagem e veja melhor

A notícia, abaixo reproduzida, deveria provocar legítima reação de nossa gente.
Mais um sangramento no Rio Paraíba do SUL, manancial que a nós, também, pertence.
As populações a jusante não deveriam ser ouvidas?
Só falta eles nos culparem pela falta d'água em São Paulo. Aí iria se repetir a fábula "O Lobo e o Cordeiro" de Esopo!
Porque não experimentam economizar, racionalizando o consumo?
Espero que você deflagre esse protesto, nem que seja para aproveitar a oportunidade de chamar a atenção para o rio mais importante da Região Sudeste e o mais sacrificado do país – sob a total omissão das autoridades ambientais.
Saudações
Jose Ronaldo Saad
Alckmin pede ajuda de Dilma contra "seca" em SP
Pressionado pelo risco de desabastecimento em ano eleitoral, governador tucano Geraldo Alckmin solicita ao Planalto autorização para captar água da bacia do rio federal Paraíba do Sul para reforçar o Sistema Cantareira, que opera com o nível mais baixo de sua história; o comitê anticrise que monitora o reservatório de SP antecipou para julho, mês de Copa do Mundo, a previsão de esgotamento do chamado "volume útil" do manancial
Diante da pressão do risco de desabastecimento em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pediu à presidente Dilma Rousseff (PT), em ida a Brasília, autorização para captar água da bacia do rio federal Paraíba do Sul. Intenção é reforçar o sistema Cantareira, que opera com o nível mais baixo de sua história.
O volume de água armazenado chegou a 14,9% nesta terça-feira 17, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A falta de chuva e o calor neste início de ano têm feito o nível do reservatório acumular recordes negativos. Desde o dia 9, o armazenamento vem caindo progressivamente, cerca de 0,1 ponto percentual por dia. A situação é a pior desde que o sistema foi criado, na década de 1970.
O comitê anticrise que monitora o Sistema Cantareira antecipou para julho, mês de Copa do Mundo, a previsão de esgotamento do chamado "volume útil" do manancial. A previsão anterior, feita há cerca de um mês, era de que a água acabaria em agosto, logo após o Mundial. A previsão pessimista mostra que a situação é ainda mais complicada no que diz respeito ao cenário político.
Se a ajuda for aceita pelo governo federal, o volume a ser retirado da bacia do Paraíba pode chegar a de 5.000 litros por segundo, ou até 20% do que é produzido pelo sistema Cantareira. Para isso, SP teria de investir até R$ 300 milhões de obras.
http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/133668/Alckmin-pede-ajuda-de-Dilma-contra-seca-em-SP.htm
19 de Março de 2014 às 07:16