sábado, 9 de janeiro de 2010

Pra sempre natal. Valeu como um ensaio.

Passados os apelativos e emocionais eventos de fim de ano, sem que possamos influenciar na formação de juízo de valor acerca das decorações natalinas de Campos, “Pra sempre natal” resolvemos escrever. Mas por outro lado, gosto não se discute...
Apreciável a decisão de ambientar bairros e distritos. Assim se empresta ao povo, de um modo geral, a impressão da presença do poder municipal num momento de comoção geral. Inteligente.
Regras básicas deveriam reger os limites dos artistas. Principalmente no que diz respeito às nossas peças arquitetônicas. Elas deveriam ser valorizadas e jamais servir de bases (armação) e serem tapadas.
As decorações não foram feitas apenas para contemplações noturnas. Talvez por isso, durante o dia, a impressão que se tinha era a de que algum bloco carnavalesco ao dispersar abandonara restos de alegoria em algumas praças.
Outras pareciam cabanas de ciganas que leem as mãos.
Ao longo de uma avenida, o que se via era algo que lembrava uma série de despachos de macumba metrificados.
O que aconteceu na maioria das cenas foi o uso de material inadequado e muito encharcado, poluido. Sugerindo que a maioria dos artistas trabalha em barracão carnavalesco ou foram os meus amigos animadores culturais - riquíssimos em criatividade, mas mestres em solucionar problemas com recursos minguados ou, na maioria das vezes, nenhum. O que lhes obriga a fazer das tripas, coração. E são bons.
Reunir nossos artistas e agendar um boa visita ao Projac (Central Globo de Produções) é uma boa medida para que nossos amigos possam tomar conhecimento da diversidade de material apropriado para esse tipo de trabalho disponível no mercado. Há anos que o saudoso professor Andral Tavares promovia essa visita junto aos alunos de comunicação social da Fafic.
O que espero é não reconhecer no desfile de Momo, em abril, peças que me remetam às cenas natalinas de 2009.
Segredo: a simplicidade é a alma da boa estética.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Livro baseado em trabalho de mestrado (Reformas urbanas e poder político) será lançado por técnica da Uenf

O livro "A Sultana do Paraíba - Reformas urbanas e poder político em Campos dos Goytacazes, 1890-1930", da professora Heloísa de Cácia Manhães Alves (foto) - técnica de nível superior do Laboratório de Estudos da Sociedade Civil e do Estado (Lesce) da Uenf - foi premiado pelo Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro e será publicado pela Imprensa Nacional. Baseado na dissertação de mestrado de Heloísa, o livro será lançado no dia do aniversário de Campos dos Goytacazes (28/03) no Arquivo Público Municipal.

Considerado pelo conselho editorial do Arquivo Público um trabalho pertinente e inovador, o livro é o primeiro a fazer uma abordagem que cruza as informações sobre as reformas urbanas de Campos e a questão do poder político no município. No ano passado, ele foi lançado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Riocentro, mas, por motivos de trabalho, a autora não pôde estar presente.

- Não havia nada sobre as mudanças no espaço urbano de Campos no Arquivo Público. Foi aí que me deparei com uma documentação maravilhosa sobre o comércio, os comerciantes e os produtores de açúcar, possibilitando a construção de um perfil desse público que é a elite política econômica e social de Campos - diz Heloísa, que já recebeu 70 exemplares para distribuição e está ajudado a preparar um curso sobre o tema, que deverá ser ministrado no próximo ano.

fonte: ascom/UENF

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Artur Gomes e Convidados. Dia 31, no Rio.

Mayara Pasquetti é uma das convidadas de Artur
Pop Rock Poesia
& Outros Baratos Afins
Dia 31 janeiro 2010 –
Parque das Ruínas – Santa Teresa – Rio de Janeiro

14 às 16:00h –
Poesia & Outros Baratos Afins
Artur Gomes & Convidados:
Jiddu Saldanha + Cairo Trindade +
Décio Carrascosa(sax) + Igor Fagundes
+ Marcelo Girard + May Pasquetti +
Jorge Ventura + Marko Andrade + Namay Mendes
+ Sady Bianchin + Salgado Maranhão + Os Golliardos
Local: Teatro Interno


Mais informações aqui:
http://goytacity.blogspot.com

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tragédias que se repetem - Marina Silva

Fim de 2009, início de 2010, tragédia no Rio de Janeiro. Não bastava um episódio tão doloroso?

Não teria sido possível evitar as proporções terríveis do segundo?

O mais dramático nesses e em tantos outros casos é a repetição. Sugere inércia e uma irresponsabilidade insuportável que, passado o impacto inicial de vidas perdidas e a devastação de patrimônios tão duramente conquistados, retoma a rotina. E o discurso de que foi o excesso de chuvas a razão do desastre.

Áreas frágeis e não recomendadas para habitação continuam a ser ocupadas. Medidas preventivas permanecem sendo tomadas de maneira paliativa, com pouca verba, empenho e prioridade. Há iniciativas como o estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre as vulnerabilidades do litoral do Estado às mudanças climáticas, mas sem consequências práticas.

As pessoas atingidas continuam a depender quase que unicamente do heroísmo de bombeiros, de grupos de defesa civil, de voluntários que, não raro, aparecem nos noticiários impotentes diante da desproporção entre suas forças e a enormidade da perda e da dor.

Não sei o que se pode dizer aos familiares e amigos das vítimas das chuvas e deslizamentos, mais do que foi dito às vítimas de Santa Catarina. As catástrofes causadas pelo mortífero tripé -chuvas fortes, encostas instáveis e construção em áreas inadequadas- só mudam de lugar. O que parece não acontecer é uma intervenção no único vetor do qual temos controle: o uso e ocupação das áreas.

Sei por experiência própria o que é a perda radical, como a que acontece quando uma correnteza avassaladora invade a casa, leva as pessoas e desmonta o nosso mundo.

Não há nada a fazer, a não ser tentar salvar-se e a quem esteja ao alcance da mão. Tudo tão brutal que muitas vezes nem as lágrimas acodem.

John Owen (1616-1683), pastor e teólogo, dizia que os pregadores precisam “experimentar o poder da verdade que pregam em e sobre suas próprias almas”. Quem não sente a alma incomodada pelo calvário daqueles que são atingidos de maneira frontal -e, na maioria das vezes, evitável- pelos fenômenos naturais não tem sensibilidade suficiente para mitigá-lo.

Não é justo, não é aceitável que a cada ano mais pessoas passem por tal experiência limite, quando se sabe que é possível fazer mais.

A melhor homenagem às vítimas é lutar para construir e instituir, até porque a tendência é aumentar a ocorrência dos fenômenos climáticos que agravarão ainda mais esse tipo de catástrofe, o que já deveria ser um pleno e efetivo direito da sociedade: a segurança ambiental.

(Artigo de Marina Silva na Folha de S. Paulo)

Sesc Campos: “Noel na Cor do Samba”. Janeiro e fevereiro.

A programação, em homenagem a Noel Rosa, é gratuita e une artes plásticas, música e cinema

Em homenagem ao compositor, cantor e violinista Noel Rosa, o Sesc Campos promove entre os meses de janeiro e fevereiro o projeto “Noel na Cor do Samba”. A programação é gratuita e conta com exposições, espetáculos, sambas de roda e exibições de documentários que enaltecem o Poeta da Vila, autor de “Com que roupa?”, “Pierrô apaixonado”, “Pastorinhas”, “Fita amarela” e “Conversa de botequim”.

Entre as exposições, no primeiro piso, “Dos Cafés aos Botequins” retrata a vida e obra de Noel Rosa em textos e fotos. Em “Caricaturando Noel”, no segundo piso, artistas da região traçam desenhos do compositor em vários ângulos. A mostra “Noel na Cor do Samba”, no espaço lazer, apresenta aspectos curiosos da vida do homenageado. As exposições vão de 7 de janeiro a 28 de fevereiro.

A cantora Rose Maia e o músico Reizilan, neto de Cartola, abrem a série de espetáculos, no dia 7 de janeiro, com o show “Encontro de Bambas”. No palco, a dupla resgata canções de Noel e Cartola, grandes mestres da música popular brasileira. Dia 14 de janeiro é a vez de Lene Moraes e banda subirem ao palco com um repertório de canções de sambistas de Campos consagrados como Wilson Batista, Roberto Ribeiro e Délcio Carvalho. Estes mesmos bambas campistas servirão de fonte de inspiração para o grupo Ébano, formado por Ed, Dudu e Tico Floriano, em 21 de janeiro.

Com seu inseparável chapéu, Geraldo Gamboa canta, acompanhado de banda, no dia 28 de janeiro. Digno representante da velha guarda do samba campista, Gamboa é autor de “Pagode do Zé” e “Nota de Cem”. Aos 80 anos vai realizar, em breve, um sonho: o lançamento do primeiro CD, em fase de finalização. Componente da Velha Guarda do Império Serrano e autor do inesquescível samba “Bumbum Praticundum Prugurundum”, Aluízio Machado fecha a programação ao lado de Renato Arpoador e banda, no dia 4 de fevereiro.

Diferentemente dos espetáculos que acontecem sempre às 19 horas e para maiores de 16 anos, os shows de samba de roda serão realizados na parte da manhã, às 11 horas, com entrada livre. Para começar, no dia 10 de janeiro, o grupo Só Bamba interpreta pérolas do samba de artistas como Jorge Aragão, Beth Carvalho e Noel Rosa. O grupo é composto por Luciano Manhães (violão), Dudu (cavaco), César (surdo), Marcelo (trombone de vara), Bruno Loureiro, Alfeu e Cisinho (percussão).

Com uma voz marcante, a cantora niteroiense Helena Rangel promete empolgar, no dia 17de janeiro, com canções de compositores como Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Conhecido no meio do samba como “o moleque sorridente do pagode”, Fabinho Carvalho apresenta, no dia 24 de janeiro, o melhor do samba de raiz.

Noel Rosa, Cartola, Adoniran Barbosa e Paulinho da Viola estão no repertório do show da cantora e compositora campista Neiva Brasil, marcado para o dia 31 de janeiro. Dona de uma voz doce e expressiva, Neiva canta acompanhada do guitarrista e arranjador, Sérgio Trindade. No dia 7 de fevereiro, última apresentação dos shows de samba de roda, o grupo Residência do Samba executa sambas de raiz e de artistas da atualidade como Almir Guineto e Zeca Pagodinho.

A programação de cinema, sempre às 17 horas, reúne os seguintes documentários: “Noel, o Poeta da Vila”, no dia 13 de janeiro; “O Mistério do Samba”, no dia 20 de janeiro; “Roberto Ribeiro”, no dia 27 de janeiro e “O Famoso Aluízio Machado”, no dia 3 de fevereiro.

Serviço: Noel na Cor do Samba (Sesc Campos – Rua Alberto Torres, 397 – tel. (22) 2725-1209 / 2715-1210)

Exposições:

“Dos Cafés aos Botequins”
Dia: 7 de janeiro a 28 de fevereiro
Horário: 3ª a 6ª, 10h às 19h e sábados e domingos, 14h às 17h
Local: 1º piso do Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre

“Caricaturando Noel”
Dia: 7 de janeiro a 28 de fevereiro
Horário: 3ª a 6ª, 10h às 19h e sábados e domingos, 14h às 17h
Local: 2º piso do Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre

“Noel na Cor do Samba”
Dia: 7 de janeiro a 28 de fevereiro
Horário: 3ª a 6ª, 10h às 19h e sábados e domingos, 14h às 17h
Local: Espaço Lazer do Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre

Espetáculos
(Conversa de Botequim)

Encontro de Bambas - Rose Maia e Reizilan
Dia: 7 de janeiro
Horário: 19h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: 16 anos

Lene Moraes e banda
Dia: 14 de janeiro
Horário: 19h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: 16 anos

Grupo Ébano
Dia: 21 de janeiro
Horário: 19h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: 16 anos

Geraldo Gamboa e banda
Dia: 28 de janeiro
Horário: 19h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: 16 anos

Aluízo Machado, Renato Arpoador e Banda
Dia: 4 de fevereiro
Horário: 19h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: 16 anos

Samba de Roda

Só Bamba
Dia: 10 de janeiro
Horário: 11h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre


Helena Rangel
Dia: 17 de janeiro
Horário: 11h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre

Fabinho Carvalho
Dia: 24 de janeiro
Horário: 11h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre

Neiva Brasil
Dia: 31 de janeiro
Horário: 11h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre


Residência do Samba
Dia: 7 de fevereiro
Horário: 11h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre



Cinema

“Noel, o Poeta da Vila”
A vida, obra e os amores de Noel Rosa. De Ricardo Van Steen, com Rafael Raposo, Camila Pitanga e Paulo César Pereio. Brasil, 2006. 100 min.
Dia: 13 de janeiro
Horário: 17h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre



“O Mistério do Samba”


O cotidiano e as histórias da Velha Guarda da Portela. De Carolina Jabour e Lula Buarque de Holanda, com Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho e Marisa Monte. Brasil, 2008. 88 min.
Dia: 21 de janeiro
Horário: 17h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre

“Roberto Ribeiro”A trajetória vitoriosa do cantor campista no Império Serrano. Brasil, 1991. Ensaio TV Cultura. 59min.

Dia: 27 de janeiro
Horário: 17h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre

“O Famoso Aluízio Machado”A importância do sambista e integrante da Velha Guarda do Império Serrano. De Snir Wein. Brasil, 1997. 51min.

Dia: 3 de fevereiro
Horário: 17h
Local: Sesc Campos
Preço: gratuito
Classificação: livre

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Risco permanente de acidentes nas áreas próximas ao SENAI.



Há décadas as ruas no entorno do SENAI, em frente à antiga Estação da Leopoldina, servem de área de ensino para as autoescolas. Com a paralisação das atividades da RFFSA, realmente não havia grande movimento, o que possibilitava essa ocupação.
No entanto, há tempos que as coisas mudaram por ali. O crescimento populacional e do número de veículos circulantes é outro. Isso sem levar em conta que a Rua Álvaro Tâmega é alternativa para quem faz o retorno na Alberto Torres ou segue em direção à região do Tamandaré, aí passando inevitavelmente pela rotatória da Pero de Góis.
Por outro lado, o trânsito que flui do final das Avenidas Pelinca e 28 de Março é muitas vezes sacrificado pelos motoristas aprendizes, obrigando os “veteranos” a manobras de defesa. Evitar a 28 de Março e circular em frente do SENAI é aventura e risco. Porém é o que deve ser feito para quem precisa chegar à Pero de Góis.
Já é hora de se pensar um novo local para este tipo de atividade. Afinal, chega de se privatizar espaço público em benefício de poucos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Novos fogos em 2010!!!!!!!!!

Não é previsão. Já está quase certo. O problema é de calendário e perspicácia!
Vale aguardar. Muitos fogos, há pouco, foram em vão.